sexta-feira, 10 de março de 2017

Diário de Fralda(Parte 2)




(Empolgado com o nascimento da sua primeira filinha, papai Bruno começou uma brincadeira que logo caiu no gosto de todos: a produção de um diário que ele convencionou chamar de “Diário de Fralda”. Diante disso, o blog resolveu publicar semanalmente o depoimento da Lavínia que, em último caso, vem a ser a netinha do coordenador do Folhas Avulsas).

SEMANA 2:

8º dia: “hoje é aniversário de minha genitora! Mulher de força e caráter inabaláveis! Possuidora da vontade de ferro e de meu amor incondicional! Tentarei seguir seu exemplo ao máximo! Parabéns mamãe! Você merece tudo de bom e mais um pouco! Ps. Quanto ao careca de fala engraçada, resolvi dar um descanso pra ele hj! Tem sido um bom servo me alimentando e me trocando! Hoje usarei apenas 9 fraldas! E sujarei todas assim que ele me trocar hahahaha... espera... Hummm... desisti de dar um descanso pra ele ahahaahaha! - Lavínia, a ditadora! 

9º dia: "Meu corpo continua passando por mudanças... apareceram umas espinhas no meu rosto. Perguntei se era porque já estava na adolescência. Minha genitora me informou que é por causa dos hormônios que ela está passando através do meu leite. Também tenho tido fortes cólicas após as 18h... estudos indicam que é provavelmente também em decorrência de minha alimentação... não estou entendendo mais nada! Desta forma eu chego a uma conclusão: não seria melhor eles estarem me dando pizza??? - Lavínia, a esgalamida! 

10º dia: “Meu servo careca desapareceu! Acordou cedo (como de costume), atendeu aos meus desígnios (como de costume), trocou minha fralda (como de costume) e por fim travamos nossa pequena contenda de todos os dias onde ele acha que vai me colocar pra dormir e eu fecho os olhos apenas por um instante, sabendo que verei aquele olhar de desilusão quando o invocar (como de costume)! Só que dessa vez fechei meus olhos por um tempo maior que o de costume! Não que eu tenha dormido, longe disso! mas achei interessante prolongar o suspense! Imaginem minha surpresa quando o invoquei e quem apareceu foi minha genitora! Falou para mim que ele tinha voltado ao trabalho! Como assim!?? Eu não o havia dispensado!!! Quando ele retornar terá que implorar pelo emprego de volta!" - Lavínia, a empregadora!

11º dia: “Ainda não engoli a trairagem do meu servo careca! Desaparecer o dia todo pela segunda vez consecutiva! Chega a noite com a cara mais limpa fingindo que nada aconteceu! Mas tudo bem! Planejei com todo o cuidado deixá-lo a noite toda correndo de um lado para o outro realizando meus caprichos! Não dormirei! Não descansarei! Não arrotarei! Sujarei mais fraldas ainda! Chorarei! Chutarei o bepantol! Implicarei com o leite! Quero ver o careca aguentar a jornada dupla! - Lavínia, a intransigente!

12º dia: "Estou presa! Depois de toda a correria de ontem à noite que impus ao careca de fala engraçada, fui aprisionada! O pior é que até achei bacana esse 'beju' que eu estou vestindo! Será que estou me acostumando com o cárcere? Ps. Devo ter sido denunciada por maus tratos a deficientes capilares." - Lavínia, a prisioneira! 

13º dia: "Ahhah! Não fiquei aprisionada por muito tempo! Com ajuda de meu lobo gigante e da aliança rebelde conseguir escapar de meus captores! Sabia que tinha algo de estranho com aquele careca de voz engraçada! Só podia ser um sith a serviço do império galáctico! A Ray disse que sabe onde o último jedi se encontra! Ótimo! Vamos lá começar meu treinamento! Ps. Da próxima vez, mandem o dath Vader!" - Lavínia, a padawan!

14º dia: "Faltam poucos dias para que eu complete um mês no mundo exterior! Já posso dizer que sou experiente em sobreviver por aqui... já viajei, já fiz passeios, já me rebelei contra o império e defendi a muralha! Fui vítima de denúncia infundadas de mais tratos contra o careca e já fugi do cárcere ... nada mais me surpreende... pera... que negócio legal é esse??? - Lavínia, a experiente!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Diário de Um Náufrago (Capítulo XX)




“Breves Recordações da Minha Vida Fora Desta Ilha”.
José Pedro Araújo

“Sou natural de Kobe, importante cidade situada no sul do Japão, na província de Hiôgo. Situada esplendidamente no litoral, possui um dos melhores e maiores portos do país. E inicio dizendo que nasci de uma família que tirava ordinariamente da pesca a sua sustentação desde os meus ancestrais mais distantes. E eu deveria dar continuidade ao empreendimento industrial que o meu pai comandava, e que o fazia estar quase sempre ausente de casa por obrigações relacionadas ao seu ofício. Ainda mais porque era filho único. Nascido, portanto, em uma família tradicional, estudei em escolas que meus pais e avós já haviam estudado, e entrei para a faculdade para me preparar para dar prosseguimento ao empreendimento familiar, ou mais precisamente para prosseguir a sua saga na área de pesca industrial. Tive uma infância normal de uma criança japonesa da primeira metade do século vinte, e uma juventude não tão tranquila assim, porquanto gostava de praticar esportes que continham algum risco. Esquiar, por exemplo, tinha a minha predileção, enquanto meus pais preferiam a calma das estâncias termais. E por conta disso, vivia em permanente conflito com eles para obter autorização para frequentar estações de esqui distantes, como as das províncias de Hokkaido, Ymagata e Nagano. E isso, naturalmente, embutia custos altíssimos, investimento que meus pais achavam desnecessários, além de dispendiosos. Mas o que os deixava mais preocupados era os riscos que isso me trazia, pois, logo depois, já praticava o esqui em pistas com grau de dificuldade elevadas. O esporte de competição”.
“Mas eu gostava daquilo, do risco e das emoções de um esporte emocionante e competitivo que cada vez mais me desafiava. E como para provar que meus pais estavam sempre certos, aquilo terminou por me impingir um duro golpe, logo aos vinte anos. Tudo o que meus mais temiam aconteceu. Em uma das vezes em que punha em prática o meu desafio de todos os dias, e em uma das pistas mais perigosas de Hokkaido, sofri um acidente que quase me tirou a vida, e que me levou um pedaço de uma das minhas pernas, soterrado e esmagado que fui por uma montanha de neve advinda de uma avalanche.”
“Causei imenso sofrimento para a minha família, mas isso não me tirou a vontade de me meter em aventuras e em esportes perigosos. Logo que me adaptei com a prótese que complementava agora a minha perna, entrei para uma escola de pilotagem de avião. Não demorou muito e logo estava participando de grupos de paraquedistas que faziam demonstrações em todas as regiões do país. Como tudo na minha vida, depois que me tornei um mutilado, tive dificuldades em ser aceito pelos meus futuros colegas em decorrência da minha condição física. Mas, isso foi apenas no início, pois logo que demonstrei a minha perícia e a minha determinação, superei todos os entraves. Meus pais, mais uma vez, não ficaram satisfeitos com a minha decisão, mas, por acharem que eu já havia sofrido demais com a perda de uma parte de um dos meus membros inferiores, consentiram com a minha nova decisão. E devo confessar que me tornei bom no ofício, um dos melhores, especialmente na pilotagem e acrobacia de pequenas aeronaves. A falta de uma perna completa não era impedimento nenhum. E mesmo por isso, dediquei-me ao máximo ao ofício de piloto com o intuito de superar a deficiência.”
“Mas a idade foi chegando, e eu precisei me dedicar mais ao meu lado profissional também, fazendo com que me afastasse dos meus brinquedos voadores. E foi nessa época que fui mandado para a Inglaterra para concluir a minha especialização em negócios, economia e administração de empresas. O meu destino foi Cambridge, uma das universidades mais famosas do mundo. Mas, antes mesmo de concluir o meu aprendizado, estourou a segunda grande guerra. E o Japão tomou o partido da Alemanha. Posicionou-se contra os britânicos, portanto. Terminava ali a minha experiência inglesa. Voltei para casa menos de dois anos após iniciar a minha preparação.”
“A vida que encontrei no meu país, nem de longe lembrava a que deixei pouco tempo antes: estava tudo um caos total. Tudo girava em torno da guerra. As indústrias passaram a se dedicar com afinco em equipar as forças imperiais para o confronto com as nações inimigas. E isso era uma tarefa hercúlea e que forçava a maior parte das plantas industriais a produzirem equipamentos para as três armas em detrimento dos de uso doméstico, por exemplo. Menos mal que eles precisavam de alimento para matar a fome dos exércitos aliados, e a indústria de pescado da minha família não foi muito afetada. Foi até estimulada a aumentar a sua produção.”
“Agora, se você precisasse de um armário de aço, de algumas esquadrias para casa, ai ficava praticamente impossível de conseguir. Todas as metalúrgicas, além de tudo o que era transformado em metal, devia se voltar para a produção de coisas destinadas à guerra. E, mesmo assim, o povo estava empolgado com o que estava acontecendo. Sobretudo os mais jovens. Para esses, era uma questão de honra dedicar a vida ao império japonês, demonstrar profundo amor à pátria, partir para a briga, enfim. E eu não fiquei fora disso, lógico, apesar da minha deficiência, e de no início achar aquilo um tremendo desperdício de material humano e de precioso tempo.”
“Mudei de pensamento porque todos os meus amigos, quando voltei ao país, já haviam se alistado em uma das forças que mais lhe atraiam. Meus companheiros de pilotagem, por exemplo, foram logo recrutados a prestar serviços no comando aéreo, e passaram por treinamentos intensivos nos campos de preparação instalados em várias partes do país. Até então não me empolgara muito com o conflito armado. Até achava aquilo um tremendo desperdício, como já afirmei, envolver toda uma nação em uma guerra que não nos dizia respeito. Se a guerra era entre europeus, que eles resolvessem as suas pendências! O Japão tinha mais era que aproveitar os tempos correntes para comercializar com os dois lados tudo o que produzia, e aumentar a sua participação no comércio internacional”.
“Mas, isso foi antes. Com o tempo, com as notícias diárias veiculadas pelos jornais e rádios, com o ufanismo uniformemente espalhado por toda a mídia, fui aos poucos me envolvendo e um grande sentimento patriótico foi se apoderando de mim. A propaganda nipônica conseguia mais um adepto. Talvez um adepto que não desejavam, como veremos mais adiante. Mas, mesmo assim, um aguerrido e dedicado parceiro militar”.

sábado, 4 de março de 2017

Diário de Fralda (Parte 1)





(Empolgado com o nascimento da sua primeira filinha, papai Bruno começou uma brincadeira que logo caiu no gosto de todos: a produção de um diário que ele convencionou chamar de “Diário de Fralda”. Diante disso, o blog resolveu publicar semanalmente o depoimento da Lavínia que, em último caso, vem a ser a netinha do coordenador do Folhas Avulsas).
FA.
Semana 1

1º dia: "Lavínia Mota Araújo! Baby model! Com licença que eu cheguei!” 

2º dia: "Acabei de completar 18h de vida e cheguei a uma conclusão: daquele careca eu vou conseguir tudo!" -Lavínia Mota Araújo, a negociadora!

"Geeeente... ganhei um brinco! Não gostei de colocar mesmo ficando linda! Próxima vez eu mordo!" – Lalá, a decidida!

3º dia: "Fim de farra, lanchinho 6 da manhã! Agora posso dormir, né!? - Lalá, a Santa – kkkk! "Gente, ainda estou tentando entender o conceito de privacidade, mas acredito que meu pai não me deixar ter uma! Toda vez que me vê, tira uma foto! Cadê meu direito de imagem? Cadê meu cachê!?" - Lavínia Adormecida!

4º dia: "Nunca esperei essa trairagem de vc papai! Precisava me pegar no berço dizendo que eu ia almoçar só pra me levar calminha pro banho!?? Precisava!? Pois como recompensa vou fazer xixi na hora que você terminar de me trocar!!" - Lavínia, a magoada!

5º dia: "Estou com quase uma semana! Hoje o careca que fica falando estranho comigo teve um grande aprendizado: o conceito de vingança! Veio todo sorridente jurando que eu ia cair na armadilha do banho novamente de maneira pacífica! Hahaha! Mal sabe ele que me preparei pra fazer um cocozinho na banheira! Essa eu ganhei!" - Lavínia, a iludida.

6º dia: "Sexto dia... já aprendi outro conceito novo: persistência! Mesmo eu tendo sujado a banheira, o Careca não desistiu! Entregou-me pra mamãe e enquanto eu achava que iria almoçar, ele estava limpando a banheira! Não consegui escapar do banho! Amanhã é um novo dia careca! Você não perde por esperar!" - Lavínia, a contemplativa! 

7º dia: "Estou a poucas horas de completar uma semana aqui no mundo exterior! Parece que minhas represálias contra aquele careca da voz engraçada estão funcionando. Hoje ele está me levando pra passear de carro pra ver se eu pego amizade com ele. Como seu eu fosse me deixar corromper por uma bobagem como..... espera... o q é aquilo ali fora!? Oba! Vamos passear vamos passear? Vaaaaaamooooosss!!!" - Lavínia, a rueira! 

"O careca de fala engraçada achou que um simples passeio de carro me faria por fim ao meu plano de dominação total da casa! Ha! Não poderia estar mais enganado! Acabei de me apoderar do lado dele na cama! Quero ver agora ele caber no berço! Hahahaha!" - Lavínia, a conquistadora!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Diário de Um Náufrago (Capitulo XIX)




“Diário: prefácio” 
José Pedro Araújo

“Quero afirmar de princípio que este é o meu primeiro diário e, portanto, não sei nem mesmo como fazê-lo. Talvez devesse adotar a técnica corrente começando com... “Meu querido Diário”... Mas isso não me convém por já não ter a idade de um adolescente, e também por não ter a menor vontade de parecer um deles. Quero, sim, registrar nele algumas informações que possam ser de interesse para quem chegar a pôr as mãos neste caderno que encontrei soterrado pelas areias da praia, como tudo o que tenho aqui comigo. Portanto, vou escrevê-lo adotando a técnica de um livro didático, nada mais que isso. E, afinal, talvez ninguém venha a ler nada disso mesmo!” Mas, mesmo assim, vou pôr no papel algumas coisas sobre os meus dias aqui nessa ilha perdida nesse canto de mundo. Pra quê não sei. Talvez para passar o meu tempo, já que os dias por aqui são tão longos. Ou quase todos eles.
“Devo iniciar dizendo também que comecei a escrevê-lo na minha língua Mater, mas logo pensei que talvez fosse mais pragmático fazê-lo em inglês, língua com uma quantidade maior de adeptos. E assim o fiz. Entretanto, para não haver prejuízo na leitura, repeti tudo o que escrevi na primeira parte deste diário  - quando me utilizei do meu próprio idioma - nas páginas que lerão daqui para frente.”
“Devo esclarecer também que não vou passar para o texto, as minhas idiossincrasias ou as minhas carências afetivas. Vou descrever aqui a realidade vivida por mim, sem retoques nem dramas.”
“Quero alertar ainda ao meu possível leitor, que os dias que passei nesta ilha deserta foram de uma tranquilidade a toda a prova. Até mesmo o receio de que os meus inimigos americanos, ingleses, ou de qualquer outra nacionalidade, apanhassem-me para concluir o trabalho que iniciaram não me atribulou muito, porque, de uma coisa estejam certos, não me pegarão com vida. Ao contrário, guardo comigo uma pequena adaga que utilizarei para dar fim à minha existência neste paraíso, caso acredite que ela está na iminência de restar findada por mãos inimiga.”
“Deste modo, como ia dizendo, meus dias nessa ilha foram de paz e tranquilidade. Passei por provações, isso é certo, mas venci todas elas. E isso, para um cidadão japonês, é maior do que qualquer outro ganho. Acho até que já vivi mais do que o suficiente tendo em vista os perigos pelos quais passei nessa minha longa vida.”
“Portanto, sou um vencedor. Acho-me um grande vencedor. Homem nenhum – ou mesmo o acaso - conseguiu dar cabo da minha vida. Ao contrário, venci muitas batalhas antes que uma rajada de metralhadora atingisse o meu Mitsubish A6M Zero e o derrubasse no mar, perto de onde estabeleci a minha morada.”
“Nem mesmo a carência apresentada pela falta de um dos meus membros inferiores, foi elemento suficiente para impedir que eu viesse a pilotar um desses brinquedos mortais inventados pela engenhosidade do povo japonês. Venci outra vez.”
“Quanto ao texto, procurarei ser conciso, claro e objetivo, sem o rebuscamento dos textos literários que, de resto, sei não ter aptidão para tanto. Entretanto, vou tentar registrar essa enormidade de anos que já se passaram  - desde que aprendi a registrar o meu próprio nome em uma folha de papel -, em poucas páginas. Não quero tomar o precioso tempo de ninguém. Nem mesmo o tempo de alguém que possa também se achar perdido por aqui, assim como eu. E nesse caso, tempo é um bem que esse indivíduo encontrará por aqui em larga escala. Mas, nem mesmo a esse, tenho pretensões de ocupar um período que poderia está sendo melhor utilizado para viver as delícias deste local.”
“Também não tecerei comentários sobre os meus superiores hierárquicos, nem de bem, nem de mal, pois entendo que, se tiver havido algum culpado por me encontrar nesta situação, essa pessoa sou eu, e mais ninguém.”
“Tive momentos em que um leve pensamento me acudiu ao cérebro, um sentimento de culpa por infundir sofrimento aos meus pais, mas logo isso também era afastado, quando me lembrava da felicidade que observei no rosto de cada um deles ao me verem entrar na cabine do meu aviãozinho maravilhoso. Estavam tão radiantes, felizes até, eu diria, e esbanjando aquele sentimento de cumprimento do dever entranhado no coração de cada japonês. Eu estava fazendo tudo àquilo o que sei que eles também gostariam de poder realizar. E isso me felicitava e os fazia ficar em paz com as suas consciências. A vida de um membro daquela pequena família estava posta em defesa do nosso país, do nosso imperador. Era tudo. Então, ao pensar deste modo toda a tristeza ia embora de mim.”
“Acho que já me alonguei demais nesses primeiros escritos. Parece que já descumpri a minha promessa de não tomar o tempo precioso de ninguém. E já falhei logo no início das minhas memórias. Como somos falhos! Mas prometo me corrigir doravante.”
Por fim, devo deixar aqui registrado que, se alguém, por algum motivo, chegar a ter meus escritos em mãos, pode fazer uso deles para o que lhe aprouver. Dito isto, vamos aos acontecimentos. Antes, quero afirmar que já estou acostumado a viver assim, e nada, nada mesmo, faria diferente do fiz, antes de ter o meu caça abatido pelos inimigos do povo japonês. A vida é o que é. Ainda acredito que poderei contribuir de alguma forma com a minha experiência quando o meu imperador precisar de mim para retomar toda essa região das mãos dos nossos inimigos. Dito isto, vamos ao que interessa.”