sábado, 30 de maio de 2026

Sou caminhante; ando no traçado do tempo

 

Imagem extraída do Google


Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)

 

Os dias seguem no varal do tempo, sem dar satisfação. Maio se foi, junho está à porta. Sigo observando meu entorno, sem compreender muito. O tempo não precisa que eu entenda nada.

Sou apenas um caminhante, que anda no traçado do tempo, em busca de mim mesmo. Sem saber nada e, muito a aprender. Mesmo curioso com a vida, “todas as vezes que penso que sei as respostas, ela embaralha tudo”, cito Luiz Fernando Veríssimo.

A vida não acontece em linha reta; ela dá voltas. E nas voltas que dá, todo mundo tem sua vez de ficar de cabeça para baixo.

Me nutro de Clarice Lispector: “Depois do medo, vem o mundo”. Sigo com medo, empurrado pelo tempo. Às vezes tenho medo de seguir em frente, de ir sozinho, em busca do melhor. Depois, com calma, percebo que seguir em frente é a opção certa.

“Se a vida não for fácil pra você, trate de ficar forte”, ecoa o conselho de minha saudosa mãe, Maria da Conceição, para quem a vida nunca foi mamão com açúcar.

Diante de inúmeras situações que não posso mudar, tento acionar o botão do silêncio. Em um mundo cada vez mais barulhento, o silêncio é um luxo reservado a poucos.

Silêncio, essa presença tão mal compreendida pela modernidade tagarela, não é ausência, é potência em repouso. Nele habita uma forma de linguagem mais sutil do que qualquer gramática, mais honesta do que qualquer retórica. Ao saber distinguir entre o silêncio autêntico e o simples mutismo, há algo decisivo: que o ser genuíno da fala se preserva frequentemente na contenção, e que o discurso mais pleno é aquele que sabe o que não deve dizer. O silêncio, quando verdadeiro, é um templo, e sua arquitetura se ergue sobre o não dito, sobre o intervalo entre o impulso de falar e a escolha de calar, intervalo em que o pensamento, não domesticado pelo signo, permanece vivo em toda a sua ambiguidade fecunda. Se falar é prata, o silêncio é ouro. Observo no meu entorno, todos corridos, apressados; não entendo aonde querem chegar.

Bestialmente aceleramos o tempo; parece que estamos constantemente em busca de um senso de propósito e realização. É comum ouvir amigos dizerem que precisam estar sempre ocupados com alguma atividade importante, seja ela no trabalho ou em seus hobbies e/ou projetos pessoais. Isso me leva a pensar que, a todo momento, estamos fazendo algo importante e que, na busca em ressignificar nossa existência. Ledo engano. Além de assoberbados, estamos exaustos.  Ando enfadado de mim.

Na terça-feira, 26/05, a convite do escritor carioca, Paulo Panesi, participei de uma live, com Vera Costa, colega da faculdade de Agronomia e amiga de jornada, moradora de Barreirinhas, santuário ecológico. Falamos do tempo como um ativo a nosso favor. E como aproveitar os dias, sem pressa, pois a vida acontece durante nossas tempestades diárias.

Bem-abençoado todo aquele que tem tempo para realizar pequenos desejos.

É tempo de sair do trilho e entrar na trilha. O trilho é seguro, mas alguém já trilhou por ali. O trilho são padrões, cresças herdadas. Comportamentos repetidos. Tudo previsível. Tudo conhecido. A trilha exige presença, coragem e decisão. Na trilha não há garantia. Nela você precisa ouvir a si mesmo. Talvez seja por isso que na trilha a vida ganha profundidade.

Existem momentos em que o trilho é necessário, mas a vida perde sentido quando não temos coragem de sair dele. É neste momento que a trilha chama.

Porque chega uma hora em que a trilha chama, é quando a vida acontece.

"Não tenho pressa. Pressa de quê? Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.

Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. Não; não sei ter pressa.

Se estendo o braço, chego exatamente aonde o meu braço chega - nem um centímetro mais longe. Toco só onde toco, não aonde penso.

Só me posso sentar onde estou. E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras, mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa, e vivemos vadios da nossa realidade. “E estamos sempre fora dela porque estamos aqui”,  Alberto Caeiro.

“O caminho se faz caminhando”, cito Antônio Machado, poeta espanhol.

Avante! Sempre em frente.

(*)


Luiz Thadeu Nunes e Silva é 
Jornalista, escritor e Globetrotter, autor do livro “Das muletas fiz asas”

Instagram: @luiz.thadeu

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

O MERCADO PÚBLICO MUNICIPAL DE PRESIDENTE DUTRA: MEMÓRIA, TRABALHO E PATRIMÔNIO NO CORAÇÃO DA CIDADE

Mercado Central de P. Dutra(C. Postal de C.W. Marinho Sereno)



Darlann Weskley Sousa Silva(*)

Ainda ressoa, nas lembranças dos mais antigos, o burburinho das manhãs em torno do velho Mercado Público Municipal de Presidente Dutra. Não era apenas o rumor das compras, nem somente o vai e vem dos fregueses em busca da carne, da farinha, do arroz, do cheiro-verde, do toucinho, do feijão ou de alguma novidade trazida da zona rural. Era, sobretudo, o som da cidade acordando para o trabalho.

O mercado foi, durante décadas, um dos pontos mais vivos do centro urbano da Nossa querida Presidente Dutra. Ali, homens e mulheres chegavam cedo, muitas vezes antes mesmo de o sol vencer completamente a madrugada. Vinham lavradores, feirantes, carregadores, pequenos comerciantes, vendedores ambulantes, donas de casa, marchantes, curiosos e proseadores. Cada um trazia consigo uma parte da vida econômica e social do município.

Naquele tempo, o mercado não era somente um lugar de compra e venda. Era também uma espécie de jornal falado da cidade. As no cias chegavam pela boca do povo, corriam de banca em banca, atravessavam os corredores, paravam nas portas dos comércios e, em pouco tempo, já estavam espalhadas pelo centro. Uma viagem, uma doença, uma eleição, uma festa, uma enchente, uma seca, uma chegada inesperada, tudo podia virar assunto nas redondezas do velho mercado.

Imagem do Mercado Público de Presidente Dutra(1964)

Situado na Praça Senador Vitorino Freire, no centro comercial da cidade, o Mercado Público Municipal aparece em documento oficial do próprio município como bem de interesse histórico-cultural. Em 2021, o Projeto de Lei do Legislativo nº 019/2021, apresentado no âmbito da Câmara Municipal de Presidente Dutra, propôs o tombamento do Mercado Público Municipal como patrimônio histórico-cultural do município. O texto registrava expressamente que o mercado estava localizado na Praça Senador Vitorino Freire, no centro comercial da cidade, e defendia a preservação do seu “aspecto histórico-social”, bem como da sua estrutura original.

Ainda que o documento publicado no Diário Oficial não traga, no trecho disponível, o nome individual do vereador autor da proposição, a matéria revela uma preocupação institucional importante: a de reconhecer o Mercado Público como um bem de memória coletiva. Não se tratava apenas de proteger paredes, portas e telhado, mas de preservar um espaço onde a história cotidiana da cidade se desenrolou durante décadas.

Não se tratava, portanto, de um prédio qualquer. Era o reconhecimento formal de que aquele espaço, gasto pelo tempo e marcado pelo uso cotidiano, guardava uma parte importante da história da cidade. Afinal, há construções que valem menos pela imponência arquitetônica e mais pelo que testemunharam. E o Mercado Público testemunhou muita coisa: o crescimento do comércio, a ampliação da zona urbana, a circulação de moradores da sede e do interior, os encontros casuais, as conversas de balcão e as no cias que chegavam primeiro pela boca do povo, antes de alcançar qualquer jornal ou rádio.

O projeto buscava, em essência, impedir que obras, reformas ou intervenções futuras viessem a descaracterizar o imóvel. Ao falar em preservação do “aspecto histórico-social”, a proposta reconhecia que o valor do mercado não estava somente na sua estrutura física, mas também no papel que ele desempenhou na vida econômica, social e afetiva de Presidente Dutra.

O projeto de tombamento, entretanto, foi vetado integralmente pelo prefeito Raimundo Alves Carvalho. A razão apresentada foi de natureza jurídica: segundo o veto, o tombamento específico de um bem seria ato administrativo de competência do Poder Executivo, e não uma atribuição direta do Poder Legislativo por meio de lei específica. Ainda assim, o próprio texto do veto reconhecia que a proposta tinha por objetivo tombar, por interesse histórico e cultural, o Mercado Público de Presidente Dutra.

Esse ponto merece atenção. O veto não negou a importância histórica do mercado. O que se discutiu foi o caminho jurídico escolhido para protegê-lo. Em outras palavras, a proposição legislativa foi barrada por vício de competência, mas deixou registrado oficialmente que o Mercado Público Municipal era visto como um bem digno de preservação.

Por isso, a menção ao Projeto de Lei nº 019/2021 continua sendo relevante. Ele funciona como uma espécie de marco documental na história recente do Mercado Municipal: prova que, em algum momento, o poder público municipal discutiu formalmente a necessidade de reconhecer aquele espaço como patrimônio histórico-cultural de Presidente Dutra.

Esse detalhe é importante. O veto não apagou o valor histórico do mercado. Apenas interrompeu, naquele momento, a forma jurídica escolhida para protegê-lo. A discussão, contudo, permaneceu registrada no Diário Oficial e deixou para as gerações futuras uma pergunta incômoda: se o Mercado Público é reconhecido como parte da memória urbana, por que ainda não recebeu o cuidado patrimonial, urbanístico e turístico que merece?

O próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, possui em seu acervo uma fotografia catalogada como “Mercado municipal: Presidente Dutra, MA”, pertencente à série Acervo dos Municípios Brasileiros. O registro identifica o município de Presidente Dutra, no Maranhão, e classifica a imagem sob os assuntos “Maranhão; Mercados; Presidente Dutra (MA)”. Embora a data apareça apenas como [19--], sem ano preciso, a existência dessa fotografia em acervo nacional confirma que o mercado integra também a memória visual documentada do município.

Pela tradição memorialística local, há referências indicando que a construção do Mercado Público Municipal teria sido iniciada na gestão de Gerson Sereno, prefeito entre 31 de outubro de 1951 e 31 de janeiro de 1956. Como se trata de informação preservada em registros de memória local, convém tratá-la com a prudência devida: não como sentença definitiva, mas como forte indicação oral e memorialística da origem do prédio.

Ainda assim, essa informação dialoga bem com a própria formação urbana de Presidente Dutra no século XX. Naquele período, o antigo Curador já deixava para trás a condição de povoado isolado e se afirmava como ponto de passagem, comércio e articulação regional. O mercado, nesse contexto, não era apenas uma obra física: era um sinal de modernização, de organização da vida comercial e de centralidade urbana.

Havia, naquele espaço, uma pedagogia própria da vida simples. O menino aprendia a negociar vendo o pai pechinchar. A dona de casa conhecia o preço das coisas pelo olhar acostumado. O comerciante sabia quem comprava fiado, quem pagava em dia, quem vinha da roça, quem vinha apenas para conversar. O mercado ensinava economia sem quadro-negro, sociologia sem universidade e geografia sem mapa: bastava observar de onde vinham as pessoas, os produtos e as histórias.

Por isso, falar hoje em revitalização do Mercado Público Municipal não significa apagar o passado. Significa justamente o contrário. Revitalizar é devolver dignidade ao espaço sem arrancar dele a alma. É cuidar da estrutura, melhorar a iluminação, organizar a circulação, valorizar os trabalhadores, preservar elementos históricos, criar sinalização patrimonial, estimular a fotografia, o turismo, a gastronomia popular e a visitação.

Cidades que cuidam dos seus mercados cuidam também da sua memória. Basta observar que, em muitos lugares do Brasil, os mercados públicos se transformaram em cartões-postais, pontos turísticos e centros de cultura popular. São lugares onde se come, se compra, se conversa, se ouve música, se encontra gente e se reconhece a identidade de um povo.

Presidente Dutra tem no seu Mercado Municipal uma oportunidade parecida. Ali não está apenas um prédio antigo. Está uma paisagem da memória. Está a lembrança dos trabalhadores que ajudaram a movimentar a economia local. Está o cheiro da feira, a conversa de balcão, o barulho das manhãs, a presença dos que vinham da zona rural vender seus produtos e comprar o necessário para a semana.

A imagem histórica do mercado, hoje melhorada visualmente por inteligência artificial para fins de valorização da memória local, nos permite enxergar com mais nitidez não apenas as paredes do prédio, mas aquilo que elas representam. A tecnologia melhora a fotografia; a memória melhora o olhar.

E talvez seja esse o grande desafio: fazer com que o povo da nossa Presidente Dutra volte a olhar para o Mercado Público Municipal não como uma construção envelhecida no centro da cidade, mas como um patrimônio vivo, capaz de unir passado e futuro.

Porque um mercado não é feito apenas de bancas, portas e telhados. É feito de gente. De trabalho. De suor. De vozes. De lembranças. De cidade. E quando uma cidade preserva os lugares onde o povo trabalhou, comprou, vendeu, conversou e viveu, ela não está apenas restaurando paredes. Está restaurando a si mesma.

(*)


Weskley Sousa Silva
é presidutrense, geógrafo, professor e servidor público. Especialista em Docência, Educação Profissional e Geoprocessamento, dedica-se à pesquisa em geotecnologias, ordenamento territorial, memória urbana e leitura do espaço geográfico. Atualmente, é Superintendente de Pesquisa e Geoprocessamento na SAGRIMA, onde atua com estudos técnicos voltados ao território, ao planejamento e à organização espacial.

Referências:

 ARAÚJO, José Pedro. O Relógio da Matriz de São Sebastião do Curador. Blog Folhas Avulsas, publicado em 5 de março de 2026. Usado como referência de estilo narrativo e composição memorialística. PRESIDENTE DUTRA.

Diário Oficial do Município de Presidente Dutra-MA, edição de 08 de julho de 2021. Projeto de Lei do Legislativo nº 019/2021 e razões do veto ao tombamento do Mercado Público Municipal.

IBGE. Mercado municipal: Presidente Dutra, MA. Biblioteca IBGE, Acervo dos Municípios Brasileiros. Fotografia em preto e branco, ano [19--].

MEMORIAL PRESIDENTE DUTRA-MA / registros memorialísticos locais. Referências sobre o Mercado Público Municipal de Presidente Dutra, localização na Praça Senador Vitorino Freire e indicação memorialística de construção iniciada na gestão de Gerson Sereno.


 

sábado, 9 de maio de 2026

Mãe: onde a vida começa e o amor nunca acaba

 

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Luiz Thadeu Nunes e Silva(*)

Antes de aqui aportar, foi no ventre de uma mulher, minha mãe, Maria da Conceição Aragão Nunes e Silva, que morei por nove meses. Foi o primeiro e mais seguro endereço que já ocupei na Terra. Não tinha preocupação com nada; sem pagar aluguel, ali morei de graça. Nem contas tinha. Lugar de pouco espaço, mas de imenso amor e cuidado. Lá tinha tudo que precisava: amor, afeto, atenção, proteção. Gostava tanto da barriga de minha mãe, que para sair dei trabalho. Nasci de parto complicado, minha mãe teve eclampsia, e fui arrancado à força, ou melhor, à fórceps. Talvez sabendo o que me esperava cá fora. Vim ao mundo em uma manhã de sexta-feira chuvosa, em dezembro de 1958.

No outono da vida, é no colo de minha mãe que gostaria de me refugiar em tempos nebulosos. Não há porto seguro melhor que o colo de mãe.

Sou primogênito em seis irmãos. Fui filho amado, desejado, planejado. Sei o que é amor desde muito cedo.

Há algo no desejo de ser mãe que não se confunde com o desejo de ter um filho. Talvez porque a maternidade não se inaugure apenas no acontecimento concreto, mas em um movimento interno, íntimo, onde a mulher revisita sua própria história como filha. Como lembra Sigmund Freud, “tornar-se mãe exige um retorno, um acerto de contas silencioso com aquela que veio antes, com a mãe que se teve, com a mãe que faltou, com a mãe que se sonhou”.

É desse lugar de filha que se esboça a mãe que a mulher deseja ser. Uma construção que não é só biológica, mas simbólica, afetiva, atravessada por identificações, rupturas e escolhas. Ser mãe, então, pode acontecer antes, além ou mesmo sem o filho: acontece quando algo dentro se reorganiza, quando se cria um espaço de cuidado, de acolhimento, de responsabilidade pelo outro e por si. Tenho o maior respeito pelas mães cujos filhos brotaram do coração. Não saíram de seus ventres, mas do amor, do desejo de serem mães.

Não há nada mais sublime do que uma mãe. As mães são as guardiãs da vida. São elas, com seus ventres, que povoam a Terra. Quando Deus quis enviar seu único filho ao mundo, -Jesus Cristo- foi o ventre de uma mulher que ele escolheu. Isso prova que o amor de mãe é o mais sublime que existe. Se o mundo fosse governado por mulheres, não haveria guerra, pois uma mãe não suportaria enviar seus filhos para um campo de batalha. Essa bestialidade é coisa dos homens.

Mãe é território de amor e cuidado. Ter mãe é ter cobertor para o frio, capa para a chuva, pão para a fome, água para a sede.

Mãe é abrigo. Todos podem abandoná-lo, mas uma mãe nunca abandona sua cria. Isso é instinto, isso é cuidar, isso é amar.

Maria da Conceição, minha saudosa mãe era firme, forte e braba. Com seis filhos, em idades próximas, tinha que ser energética para manter a ordem. Professora primária, com três turnos de trabalho, foi guerreira. Partiu cedo, aos 43 anos, enquanto dormia, após jornadas sobrenaturais. Sou do tempo dos corretivos, com cinto. Quando não existia drone, vi muito chinelo voar em minha direção. Frustração? Nenhuma. Complexo? Nenhum. Nunca precisei fazer terapia para entender que aquilo também era demonstração de cuidado e amor.

Ao mesmo tempo que era firme, forte e braba, era amorosa, zelosa e cuidadosa. Nunca passamos necessidade, tínhamos atenção e amor. Com cuidado de leoa, instinto próprio das mães, ela soube nos proteger e nos ensinar a seguir em frente sem sua presença. Minha mãe foi a mãe que precisávamos para ser o que somos hoje.

Somente uma mulher te amará antes mesmo de te conhecer. Ela vai sofrer por ti, vai secar tuas lágrimas, vai te defender como a própria vida, vai te aconselhar, te incentivar, te cuidar.  Ela nunca irá te abandonar, sempre irá te perdoar, e você, será o amor maior da vida dela.  Um dia você poderá magoá-la, pode não a escutar, vai preocupá-la, vai fazê-la passar noites acordada, mas ainda assim, ela estará presente, onde e quando você precisar. Só existe uma mulher capaz disso: a mãe.

Mãe é a presença dos anjos na terra. Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.

Adivinhar sentimentos. Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.

Mãe é onde a vida começa e o amor nunca acaba.

Sabedoria emprestada de Deus para nos proteger e amparar.

Sua existência é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar...

Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.

Afeto desmedido e incontido, mãe é um ser infinito.

Feliz Dia das Mães a todas as mamães do mundo.

(*) Luiz Thadeu Nunes e Silva, Jornalista, escritor e Globetrotter, é Autor do livro: “Das muletas fiz asas”.

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domingo, 26 de abril de 2026

Guns n’ Roses na Ilha do Amor: histórico e apoteótico.

 




Luiz Thadeu Nunes e Silva(*)

 

21 de abril, feriado nacional, em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746–1792): militar, dentista e ativista político brasileiro, líder da Inconfidência Mineira, que defendia a independência da Capitania de Minas Gerais e o fim da dominação portuguesa. Condenado à morte, enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792, em protesto contra a Coroa que cobrava tributos de 20%; hoje o Fisco confisca quase o dobro, 37%. Ninguém mais se lembra do martírio de Tiradentes, a não ser pelo feriado.

Terça-feira, chuva forte na Ilha do Amor. “É tempo de chuva”, dizia meu saudoso avô paterno, Joaquim Cavalcanti Silva, homem do campo.

Gosto de rock, cresci ouvindo bandas inglesas - as melhores, e as americanas. Com o avanço da idade migrei para algo suave: bossa nova, jazz, new wave, um rock mais calmo e meloso.

Sair de casa, no final da tarde chuvosa, para assistir ao vivo, a apresentação da banda americana Guns N’ Roses, foi fenomenal. Entrou para a coleção de boas memórias.

Ouvir a voz potente de Axl Rose, 64 anos, sua presença eletrizante e voz potente, encher o estádio do Castelão, juntamente com Slash, 60 anos, guitarrista; Duff McKagan, 62 anos, baixista; Richard Fortus, 62 anos, guitarrista; Dizzy Reed, 63 anos (teclados); Frank Ferrer, 62 anos, baterista, e Melissa Reese, 62 anos, nos teclados, é algo que entrou para a história. Todos sessentões e NOLTs, ainda têm capacidade de hipnotizar enormes plateias, com um show frenético e orgástico. Durante quase três horas, o show acabou às 23:11 h, estavam exaustos e entregaram o melhor da banda. Foram 17 músicas do repertório, dessa que é uma das melhores bandas de rock do mundo. O público cantou, dançou e se esbaldou ao som de Paradise City, Since I Don’t Have You, You Could Be Mine, Yesterdays, Used To Love Her, November Rain e muitas outras.

Fundada em 1985, em Los Angeles, Califórnia, resultado da fusão entre as bandas locais L.A. Guns e Hollywood Rose, Guns N’ Roses é atemporal. A formação original do grupo era composta pelo vocalista Axl Rose, o baixista Ole Beich, o baterista Rob Gardner e os guitarristas Tracii Guns e Izzy Stradlin. Meses depois, após assinarem com a Geffen Records, a formação "clássica" do grupo contava com Rose, Stradlin, o guitarrista Slash, o baixista Duff McKagan e o baterista Steven Adler. A formação atual inclui Rose, Slash, McKagan, o guitarrista Richard Fortus, os tecladistas Dizzy Reed e Melissa Reese e o baterista Isaac Carpenter.

Ouvir e assistir ao melhor do rock mundial na minha Ilha do Amor, terra do Bum-meu-boi, na Jamaica brasileira, foi uma oportunidade única e inesquecível.

Após os últimos acordes das guitarras, um fato inusitado para os americanos, aconteceu. Uma calcinha preta, sim, a vestimenta de debaixo da indumentária feminina, voou ao palco. O guitarrista Slash apegou-a, passou para Axl Rose, que em sorrisos, rodopiou no dedo e colocou no suporte do microfone. Os Guns N’ Roses, que já tocaram, cantaram e encantaram os cinco continentes da Terra, certamente vão se lembrar da Ilha do Amor pela acolhida de seu povo e pela irreverência de uma lingerie voadora.

Pelas redes sociais fiquei sabendo que a calcinha foi ideia de uma jovem, dona de Sex Shop, que colocou o nome da banda na peça íntima e arremessou ao palco. Puro marketing.

Parabéns aos organizadores do evento, tudo saiu melhor que o planejado.

Viva o rock, viva os Guns N’ Roses, viva a Ilha do Amor, viva a irreverência de nossas meninas.

(*)

Luiz Thadeu Nunes e Silva é Engenheiro Agrônomo, jornalista, palestrante e Globetrotter. Autor do livro “Das muletas fiz asas”.

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sábado, 11 de abril de 2026

Rio de Janeiro, um estado de espírito

 

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Luiz Thadeu Nunes e Silva(*)

 

Estou no Rio. Desembarquei no início da semana na Cidade maravilhosa. Da janela do avião avistei o sol nascendo, irradiando a paisagem deslumbrante das montanhas; logo depois o oceano Atlântico, com seu azul deslumbrante. Natureza em estado puro. Conheço um pouco do mundo - em andanças, visitei 162 países em todos os continentes. Poucas cidades são tão bonitas quanto o Rio. Mais bela, nenhuma.

O Rio, antes de mais nada, é um estado de espírito. Tem que sentir a atmosfera de sua gente despojada. A irreverência, o gingado de sua malandragem, o modo descompromissado de viver. O sotaque chiado. As moças com seus derrières, marca registrada da cidade, magistralmente mostradas nos cartuns de Lan.

Há tempos me hospedo em hotéis do centro da cidade. Hotéis com histórias. Estou hospedado no Itajubá, rua Álvaro Alvim, Cinelândia.  Fundado em 1º de junho de 1928, o Hotel Itajubá, foi um dos primeiros "arranha-céus" do Rio, com 12 andares. Originalmente um edifício de luxo, tornou-se hotel em 1950. Localizado no coração cultural do Rio, cercado de teatros, cinemas, da Câmara Municipal, do belíssimo Theatro Municipal, da Biblioteca Nacional. Em andanças por praças e ruas cobertas por pedras portuguesas, na companhia do amigo Pedro Henrique Fonseca, é um mergulho no Rio dos séculos XIII e XIX. Pedro Henrique, natural de Cururupu, médico e escritor, um ourives, arguto garimpeiro da história da cidade que tão bem abraçou-o. Dele ganhei o livro, “Rio de Janeiro, a urbe oitocentista”. Ótima leitura, em que o autor retrata o apague da cidade.

Do hotel, ando um pouco e estou na praça Floriano, palco de manifestação culturais. O Rio, em priscas eras, foi o tambor cultural do Brasil. Tudo que aqui acontecia, ressonava em todo o país. Ditou moda. As novelas da TV Globo monopolizavam e hipnotizaram esse imenso país. Trouxeram as praias, costumes e linguajar carioca para nossas casas.

Hoje, o Rio que a TV mostra, é o Rio das drogas, da violência, das comunidades, com suas facções e milícias. Além do caos na política. Com cinco ex-governadores que visitaram o xilindró: Moreira Franco, Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Luiz Fernando Pesão, além de dois afastados: Wilson Witzel e Cláudio Castro; atualmente é governado por um interino, aguardando o fim de mais um imbróglio. O Rio é o único lugar em que bandidos são chamados no diminutivo. Maneira carinhosa de convivência com a bandidagem. No carnaval, autoridades, malandros e bandidos comungam na Marquês de Sapucaí. Todos dividindo acepipes, espaços e poderes. Surreal.

Mas o Rio continua lindo, como cantou o baiano Gilberto Gil, que aos 84 anos, residente de frente para o mar de Copacabana, encerrou a turnê “Tempo rei”.

Em minhas idas ao Rio é quase sagrado encontrar com a amiga Teresa Teles. Bela e plena. Nesta viagem, reunimos para um almoço no prédio da FIRJAN, junto com Pedro Henrique. Boa comida, ótimas conversas que se estenderam pela tarde toda. Como somos memórias e projetos de futuro, foi uma viagem no tempo.

No sábado, como sempre faço, visitei a feira de antiguidades da praça XV. Garimpei quadros, louças e livros. Adquiri “Poeira de estrelas”, escrito por Luiz Carlos Miele, um paulista que adotou o Rio. Radiografia do meio artístico das décadas de 60 e 70.

Leitura apetitosa e divertida sobre quem fez a vida acontecer na vida cultural do Rio.

Escrevo de uma mesa do Amarelinho. Fundado em 1921, na Cinelândia, que na época, por abrigar teatros, cinemas que recebiam a elite carioca, era considerada “Broadway Brasileira”.  Sentado na parte de fora, sob o toldo amarelo, observo os transeuntes e desvalidos que ali habitam. Momento mágico, quando o sol se recolhe deixando a lua brilhar.

"Gosto das cores, das flores, das estrelas, do verde das árvores, gosto de observar. A beleza da vida se esconde por ali, e por mais uma infinidade de lugares, basta saber e, principalmente, basta querer enxergar”, cito Clarice Lispector, ucraniana de nascimento, que adotou o Rio como seu. Observar o entardecer, na lentidão sem pressa, é criar boas memórias para o futuro.

Em tempo: Deve-se ao escritor maranhense Coelho Neto (1864-1934), chamar o Rio de Janeiro de Cidade maravilhosa.

(*)

Luiz Thadeu Nunes e Silva  é Jornalista, escritor e Globetrotter, autor do livro “Das muletas fiz asas”

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sábado, 21 de março de 2026

Quando o marketing educa

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Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)

Em andanças pelo mundo, tive a oportunidade de conhecer os maiores aeroportos em todos os continentes. Gosto do frenesi dos aeroportos, verdadeiras cidades, sempre com grande movimento. Gente de todas as partes, raças, costumes e línguas.

Todas as vezes que desembarquei no aeroporto de Schiphol, um dos mais belos do mundo, um pequeno detalhe me chamou atenção. Nos mictórios, tinha o desenho de uma pequena mosca na louça. Achei que fosse mais uma intervenção artística, já que a Holanda, onde fica o aeroporto, é um país cheio de obras de arte. Terra de Vincent Van Gogh, Rembrandt, Johannes, Frans Hals e muitos outros, de inúmeros museus, esbarra-se facilmente em obras de arte por toda parte. Recentemente li a razão da pintura das moscas nos mictórios.

A administração do Aeroporto de Schiphol tinha um problema caro e irritante: os banheiros masculinos. Não importava quanto gastassem em limpeza, sinalização ou avisos educados. O “desperdício” fora do lugar era constante. O custo de manutenção estava fora de controle. Tentaram tudo. Cartazes pedindo colaboração. Regras mais duras. Produtos químicos mais fortes. Nada funcionava.

Até que um economista, chamado Richard Thaler, sugeriu algo radical. Ele não propôs uma regra. Nem uma punição. Propôs um alvo. A solução custava centavos. Eles colaram uma pequena mosca preta, realista, dentro de cada mictório. Bem perto do ralo. Só isso. O resultado foi quase absurdo. Os custos com limpeza caíram 80% em poucos meses. O “erro de mira” despencou. Sem campanhas. Sem ordens. Sem fiscalização.

Por quê? Porque o ser humano tem um impulso automático de jogar. Dê um alvo e ele tenta acertar. Sem pensar. Sem perceber. Thaler chamou isso de Nudge - o empurrãozinho. A ideia é simples e poderosa: você não precisa proibir nada, nem mudar incentivos financeiros para mudar comportamento. Basta redesenhar a escolha.

Outro exemplo clássico, que virou case, é a disposição dos produtos nas gôndolas dos supermercados. Apenas com um arranjo, ao colocar frutas na altura dos olhos e doces em prateleiras mais altas, o consumo de comida saudável subiu 25%. Ninguém proibiu o açúcar. Apenas tornou a maçã mais fácil. Tudo tem uma logística por trás, que funciona.

A lição para negócios e para a vida. As pessoas raramente fazem o certo porque você pediu. Elas fazem o que é mais fácil ou mais divertido no momento. Se o cliente não compra, talvez o site seja confuso. Se o funcionário não segue o processo, talvez o processo seja chato. Se a criança não guarda os brinquedos, talvez a caixa seja difícil de abrir. Esses exemplos mostram a criatividade e poder de transformação do marketing. Marketing genial não manda. Ele desenha a mosca, troca os produtos de lugar, e os resultados aparecem. Sabemos que o mundo é movido por impulsos invisíveis.

Recentemente vi, no YouTube, uma campanha publicitária em que alunos de arquitetura ficavam em estacionamento de um grande Shopping Center, observando motoristas que estacionavam nas vagas destinadas por lei a PcD, pessoa com deficiência. Grande parte dos que ali estacionavam não eram pessoas com mobilidade reduzida. Após o motorista estacionar, os alunos apareciam com uma cadeira de rodas. O motorista atônico se recusava a usar a cadeira, ao que os estudantes mostravam a mensagem: “Se usou a vaga do deficiente, também deve usar a cadeira”. Muitos se retiraram envergonhados.

Ainda precisamos evoluir muito para melhor convivência em sociedade. É de grande importância campanhas publicitárias para despertar na população noções de civilidade. O marketing educa.

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Luiz Thadeu Nunes e Silva é Engenheiro Agrônomo, jornalista, escritor e Globetrotter. Autor do livro: “Das muletas fiz asas”.

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domingo, 8 de março de 2026

Viva as mulheres!

 

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                                                                                                         Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)

Quando Deus criou o mundo, primeiro criou o homem, para depois criar a mulher. Ensinam as Sagradas Escrituras. Isso, para os que creem. Colocou-os em um imenso jardim, que recebeu o nome de Éden. Depois veio a desobediência, e a história por ser demais conhecida e repetida, deixo para o amigo leitor, a querida leitora a conclusão.

O certo é, que Deus, com imensa sabedoria criou, uma companheira para compor com o homem um casal, e, assim, suavizar sua caminhada terrena. Sabia Deus que um homem só não iria a lugar nenhum.

Desde que Deus os criou, uma coisa é certa. Quem mais evoluiu foi a mulher. Depois de séculos sendo subjugadas, menosprezadas, proibidas, foram eles mais evoluíram, ocupando espaços em todas as áreas. Tenho inúmeras amigas mulheres. Como é bom ouvi-las. Não sou nenhum Chico Buarque de Holanda, que segundo relatos, tem alma feminina, e colocou sua sensibilidade em belas canções. Mas, também aprendi a ouvi-las.

Nascido de uma mulher forte, decidida, atemporal, empoderada, vindo de um tempo em que esse termo nem existia; minha mãe, Maria da Conceição, era professora primária, tocava uma casa e tomava conta de seis filhos. Tudo ao mesmo tempo. Após suas batalhas diárias, bastava-lhe um banho, um vestido limpo e cheiroso, batom nos lábios para haver a transformação. Sim, as mulheres têm o poder de se reinventarem após um batom, um lápis ao redor dos olhos, um rímel, e/ou pintarem as unhas. Isso, sem falar no cabelo. Mulher quando não tem o que mudar, muda o corte ou a cor do cabelo, e, assim, seguem em frente. Poderosa.

São as mulheres que, com seus ventres povoam a mundo. Você, caro leitor, amiga leitora, já parou para pensar que não há nenhuma guerra comandada por uma mulher. Sabe por quê? Nenhuma mulher enviaria seu filho para um campo de batalha, sabendo que poderia perdê-lo. Basta observar a bestialidade e sandice das guerras atuais. São os senhores inescrupulosos que enviam saldados para o front, para morrerem, enquanto ficam em casa, sãos e salvos.

São as mulheres, que vão visitar seus filhos na cadeia, após seus delitos. Com o coração apertado, estão lá, para dar amor, carinho e apoio. Geralmente, quando nasce uma criança nasce com problema, muitos pais abandonam-nas. As mães jamais. O que salva o mundo é amor de mãe.

As mulheres são mais resistentes, vivem mais, pois se cuidam mais. Vão mais ao médico. Isso explica por que há mais viúvas que viúvos. As mulheres se protegem mais, têm uma rede de amizade que as sustentam. Mulher: cozinha, lava, passa e arruma a casa para outra. Desconheço algum homem que cozinhe, lave, passe, ou arrume a casa para outro.

Triste ver a epidemia de feminicídio que assola o Brasil. A mentalidade machista de que homem é dono de mulher, tem que mudar urgentemente. Homem não é dono de coisa alguma. Homem saiu de dentro de uma mulher, embora desconfie que muitos são filhos de chocadeira, tamanha atrocidade que fazem, e desrespeito com mulher.

Homem é dependente de mulher, isso, sim. Tem que endurecer as leis para colocar esses mentecaptos na cadeia.

Mulheres, vocês são o sal da terra; são vocês que dão cor, sabor e perfume por onde passam. Imaginem um mundo sem mulheres. Inimaginável: seria punk, dark, feio e malcheiroso. Um caos. Mulheres iluminam o mundo com seu sorriso, seu jeito de ser. As mulheres fazem o diferencial por onde passam. Se uma mulher, executiva de uma empresa multinacional, olhar algo que não lhe agrada, é capaz de descer do salto, pegar uma vassoura, limpar da forma adequada. Homem não faz isso. Não é conosco.

Em andanças por diversos países, especialmente árabes, vejo a corja de homens juntos, sem mulheres. Talvez esteja aí a explicação para tantos conflitos.

Sou dos tais que acho que o carinho e o cuidado de uma mulher salvam o mundo, pelo menos o meu. Sou dependente de vocês, mulheres.

Mulher é um algo tão maravilhoso, que: Homem gosta de Mulher, Mulher tá pegando mulher, e tem homem querendo ser Mulher.

Meu respeito, carinho e admiração a todas as mulheres que fazem meu mundo mais feliz, perfumado, colorido e prazeroso.

Um brinde à todas as mulheres que com seus ventres povoam o mundo, com seu amor nos salvam todos os dia.

Neste dia 08 de março e em todos os dias do ano, Viva as Mulheres.

(*)


Luiz Thadeu Nunes e Silva
Engenheiro Agrônomo, jornalista, escritor e Globetrotter é Autor do livro “Das muletas fiz asas”

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