domingo, 7 de maio de 2017

Noturno de Oeiras no hotel do SESC




Elmar Carvalho é poeta, contista, cronista e membro da APL

Na quarta-feira, no final da tarde, a Destaque Comunicação Visual me informou, por telefone, que havia finalizado uma placa em que se encontrava estampado meu poema Noturno de Oeiras. No dia seguinte, retornei a ligação e fui vê-la. Media 1,20 metros por 60 centímetros, e fora confeccionada em metal inoxidável.

Além de minha assinatura, tinha uma bela imagem da catedral de Nossa Senhora da Vitória, que meu poema louvava. Destinava-se a ser colocada no prédio do hotel do SESC em Oeiras, que leva o nome do Dr. Moisés Reis, meu amigo e grande admirador do Noturno, desde mais de duas décadas.

Havia sido encomendada pessoalmente pelo Dr. Valdeci Cavalcante, em minha presença. Como a Destaque fica defronte ao seu escritório de advocacia, fui falar com ele. Dinâmico como é, perguntou-me se eu não desejava ir a Oeiras para escolher o local exato em que eu gostaria de afixar a placa. Disse que a pressa se devia ao fato de que na Semana Santa o hotel estaria lotado, o que seria bom para sua maior divulgação.

Não vacilei um segundo e lhe respondi que sim. Ele me conduziu até a sua secretária Sabrina, e disse para que combinássemos o dia e o horário em que o automóvel do SESC me apanharia em minha casa. Em seguida se despediu para cumprir seus inúmeros afazeres. Em virtude das diversas tarefas e compromissos da repartição, marcamos para o sábado, cedo da manhã.

Na sexta-feira, na caminhada da Raul Lopes, encontrei o médico Paulo de Tarso Ribeiro Gonçalves Filho, oeirense por nascimento e vocação. Falei-lhe de minha agradável missão cultural no dia seguinte. O ilustre amigo e esculápio me prometeu que no Sábado de Aleluia iria “fiscalizar” se a placa teria sido colocada em local apropriado.

Conforme o combinado, às seis e meia da manhã, em pontualidade britânica, o Neto, prestativo e educado motorista do serviço social, estava à porta de minha casa. Colocamos a placa no carro, e seguimos para nosso destino. Revi as paragens que semanalmente via, quando fui juiz em Regeneração e Oeiras.

Ao chegar ao lindo, novo e grande hotel, que administra imenso parque de lazer, com inúmeros equipamentos aquáticos e outros, além de churrascaria, liguei para o promotor de Justiça Carlos Rubem, para me ajudar a escolher o local mais adequado para a afixação da placa do Noturno de Oeiras. Optamos por colocá-la no hall, um pouco abaixo de onde estão afixadas as belas pinturas da grande artista piauiense Dora Parentes. Por sinal que essas magníficas telas retratam as mesmas paisagens e monumentos arquitetônicos que exaltei em meu poema.

Eu, Denise Barros, gerente da casa, e o Carlos Rubem terminamos por dar um singelo cunho solene ao evento, aproveitando as pessoas que se encontravam no local e alguns jovens que foram convidados pelo meu amigo, entusiasmado promotor de Justiça e também de Cultura. Carlos Rubem se encarregou de fazer a louvação de meu Noturno, assim como parabenizou o SESC pela feliz iniciativa. Falou sobre minha longa ligação afetiva com a velhacap. E ainda desafiou o compositor Herbert Vinicius, que se encontrava presente, a musicar os meus soturnos e noturnos versos.

Seguindo as suas pegadas, discorri sobre a minha vinculação à nunca assaz louvada antiga urbe, que remonta às minhas leituras de menino e a eventos culturais e literários de que participei. Assinalei que concluí minha carreira de julgador como titular do Juizado Especial da Comarca do Mocha. Aludi a diversos eventos em que o Noturno foi entoado e interpretado, inclusive no proscênio do Cineteatro Oeiras, entre as naves da vetusta catedral de N. S. da Vitória e no seu adro. No You Tube podem ser vistos dois audiovisuais desse poema.


Por fim, como não poderia deixar de ser, sob pena de ingratidão, fiz enfático agradecimento ao SESC e ao seu dirigente Valdeci Cavalcante, que foi meu professor no Curso de Direito (UFPI), pela aposição da bela placa do Noturno de Oeiras no prédio que leva o honrado nome do grande causídico e intelectual Moisés Reis.     

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Diário de Um Náufrago (Capítulo XXVIII)




Fiz-me ao mar novamente

José Pedro Araújo

E foi assim que passei dias, quase um mês inteiro juntando material e construindo uma jangada igual àquela réplica que o japonês cuidadoso havia deixado, e que agora eu manuseava diariamente. Enquanto isso ia observando as correntes marinhas, para onde iam, como se comportavam as marés, tudo o mais. E então pude ver que aquele trajeto registrado no mapa pelo meu defunto amigo seguia exatamente o sentido de uma corrente. Navegar seguindo o seu curso seria muito mais fácil.
O mais difícil da construção foi fazer a engenharia da vela triangular ou latina, que permite navegar até mesmo com vento contrário. Passei dias tentando aprender o jogo das cordas, o segredo dos nós corrediços e a própria confecção da vela. Mas, enfim, pude testá-la antes de fixar na jangada. Posso dizer agora, sem falsa modéstia, que estou ficando bom nisso. A necessidade, o tempo de que disponho e, principalmente, o modelo desenhado e deixado na réplica pelo meu amigo náufrago, tornou-me um ótimo artesão, aptidão que jamais esperava possuir um dia. Apender a navegar utilizando apenas o vento foi uma das boas coisas que aprendi aqui nessa ilha. Quanto ao teste do funcionamento da vela o fiz enterrando um pequeno mastro na areia da praia, fixando a vela nele e observando o efeito do vento nela. Disso tirei lições de como fazê-la funcionar como objeto propulsor. Agora que já sabia tudo isso, fixei-a no mastro do barquinho e fiquei esperando pelo dia de embarcar.
Uma coisa que eu não disse ainda foi que, diferentemente do barquinho réplica, criei uma espécie de leme na popa da minha jangada e esculpi alguns remos para utilizá-los em caso de necessidade. Fiquei a esperar por dias favoráveis e para criar coragem de me aventurar mais uma vez ao mar. Enquanto isso, fui fazendo tentativas de navegar em dias de vento muito fraco e cheguei, no segundo ou terceiro ensaio, na ilha mais próxima. Foi até fácil. O difícil foi voltar. E como havia levado pouca água em uma garrafa pet que acondicionei no meu baú-assento, fiquei apavorado. Pois, treinar com uma vela fincada em um mastro fixo na praia é uma coisa. Navegar mesmo, tendo que controlar tudo sozinho, é outra muito diferente. Mas, afinal, consegui retornar com muito custo. E isso me amedrontou. Passei dois dias sem ir para o mar. Quase ia me esquecendo de dizer que a ilhota que eu visitei era um montículo de terra coberto de vegetação fechada e intransponível. Terra sobre rochas, e árvores de todo o tipo sobre o monte impenetrável. Pelo pouco que vi, não poderia, em caso de necessidade, abrigar-me nela.
Mas, enfim, três dias depois me fiz ao mar novamente. O tempo estava excelente e o mar calmo e com ventos fracos, de modo que eu visitei outras duas ilhazinhas um pouco mais distantes, mas na rota traçada no mapa. Essa terceira ilha já era um pouco maior e tinha até uma minúscula praia de areias saibrosas. Até me dei ao prazer de tocar com os pés naquela faixa estreita e que sabia que quando da maré mais alta devia ficar submersa. Voltei ao meu abrigo e me senti com o prazer de quem retorna para casa depois de algum tempo fora.
Para encurtar a minha história, devo dizer que depois de várias tentativas, cheguei à metade do percurso que estava marcado no mapa. E em decorrência do zig-zag que tinha que fazer para marear por entre as diversas ilhotas, algumas tão pequenas que mais pareciam um montículo de terra, preocupava-me bastante em identificar possíveis pontos que pudesse favorecer o meu regresso. Não gostaria de me perder no emaranhado de voltas que eu fazia. No final das contas aquela metade de roteiro eu já conhecia e sabia ir e voltar sem nenhum problema. Faltava agora me decidir fazer a viagem final. E devo confessar que isso que me causava um certo receio e uma angústia muito grande. Para fazer o trajeto total levaria mais de um dia, e eu tinha medo de não encontrar um local ideal para passar a noite e ter que enfrentar a escuridão a bordo do meu pequeno e inseguro barquinho.
Enquanto isso, ia preparando tudo o que precisaria levar. E o fiz com um cuidado extremo. Temia não encontrar as mesmas condições que eu tinha na minha ilha e morrer de fome e de sede antes que conseguisse sair daqui não estava nos meus planos. E isso me deixava frenético. Nervoso. Atribulado, mesmo. Finalmente chegou o grande dia. Fazia uma manhã muito clara, céu limpo e vento tão fraquinho que mais parecia uma brisa apropriada para empinar pipas.
Apanhei as coisas que havia preparado para a viagem e depositei na praia, arrastei o barquinho e, depois de estudar a corrente para sentir se estava no jeito mesmo, empurrei a jangada para a água e a deixei momentaneamente preza a uma pequena âncora que eu havia transformado de uma pedra de aproximadamente trinta quilos e que se achava agora repousando no fundo do mar ainda raso imobilizando com dificuldades a minha nau. Sai da água algumas vezes para apanhar a minha bagagem e, depois de cinco ou seis viagens, estava tudo sobre a minha embarcação. Não tinha muito mesmo. Fiz-me ao mar. Não olhei para traz para não aumentar o meu receio e para controlar o ímpeto que eu tinha de deixar a jornada para outro dia.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Tia Felicinha – 100 anos de história




(Lara Larissa Bonfim)*

Em 1917 o mundo assistia ao desenrolar da Primeira Grande Guerra. Enquanto as grandes potências mundiais estavam em conflito, a Vila do Curador, na época Distrito de Barra do Corda, ia se desenvolvendo sem pressa, distante da agitação dos grandes centros.
Naquele ano nasceu, nos Estados Unidos, o filho ilustre John Kennedy, que mais tarde se tornaria o 35º presidente daquele poderoso País. No Brasil, veio ao mundo Jânio Quadros, nosso 22º presidente. Na Vila do Curador despontou, no dia 28 de março, Feliciana Nunes Guterres, nossa querida Felicinha. Desses citados, a única que segue com vida.
Naquele tempo na Vila não existia energia elétrica, nem água encanada, mas a pequenina Felicinha encontrou conforto e aconchego em sua grande família.
Seu pai, Diolindo Luiz de Barros, detinha o posto de Capitão da Guarda Nacional. Em primeiras núpcias, fora casado com a senhora Maria Barros, com quem teve 6 filhos: Gentileza, Bento, Francisco, Maria(Maroca), Genézia(Sinhazinha) e Reginalda.
Com o falecimento da primeira esposa, casou-se com Maria José Nunes Barros, mais conhecida por Zezé. Desse último relacionamento surgiram: Deoclécio, Maria(falecida ainda criança), José (Zeca), Feliciana(Felicinha), Estevão, Basiliano(Bazu), Teresinha, Frederico (tio Barrim).
Interessante observar que o registro civil era realizado em Barra do Corda, então sede do município. O senhor Diolindo, de posse das informações sobre os inúmeros filhos, partiu a cavalo para a sede com o intuito de registrá-los. Na ocasião acabou ocorrendo um grande equívoco, pois ele trocou os anos de nascimento de Feliciana, nascida em 1917, pela do filho Estevão. Por essa razão, na Certidão de Nascimento de Feliciana consta erroneamente o ano de 1919 como o de seu nascimento.
Além dos treze irmãos citados, Felicinha sempre lembra com carinho da existência de outros três: Isabel, Luísa e Frederico, que faleceram ainda crianças, em uma semana trágica, vítimas de uma epidemia de sarampo.
Provavelmente esse foi o primeiro evento a lhe trazer profundo sofrimento. A cena da morte de seus irmãos e a loucura que acometeu sua mãe nos meses próximos seguintes lhe marcaram profundamente. De tal maneira que, ainda hoje, relata a cena com sensibilidade, e destaca que o episódio fez com que ela assumisse responsabilidades novas, como por exemplo lavar a roupa da casa, pois as lavadeiras da região recusavam o serviço, receosas com a epidemia que acometera a família.
Durante a sua infância, a pequena vila do Curador não possuía uma escola formal, com um prédio físico. Por essa razão a educação ficava por conta dos chamados Mestre-escola, que ministravam aula para a criançada em suas próprias residências. O primeiro mestre-escola do Curador foi Eloy Barbosa Uchoa. Depois vieram os professores Tonico Braga e Neném Assunção. Aliás, foram esses dois os mestres de Felicinha até o terceiro ano do primário quando ela teve que se mudar para Pedreiras para continuar os estudos.
Na nova cidade passou a residir com seus avós maternos, José Almeida e Maria(Marica). Lá estudou no Grupo Escolar "Oscar Galvão". Foi em Pedreiras que conheceu o jovem Antônio Celestino Guterres Martins, que trabalhava como escriturário na "Mercearia Cateb". Eles namoraram por pouco tempo e logo firmaram compromisso. O ano provável do casamento foi 1934.
O relacionamento não durou muito tempo. De uma das inúmeras viagens a trabalho, ele não voltou mais. Ainda assim, Feliciana considerava-se uma senhora casada e por isso não contraiu novas núpcias. Apesar da situação adversa, nunca ocupou o lugar de vítima. Pelo contrário, sempre foi uma mulher grata e ativa. Trabalhou como costureira, preparando enxovais infantis e bordando colchas e toalhas. Preservou um pequeno rebanho, fruto dos animais enjeitados que ganhava de presente dos irmãos. Posteriormente construiu salões para aluguel, de modo que nunca faltou mantimento em sua casa, podendo declarar como o salmista, em Salmos 37.25: "Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão”.
De volta a Presidente Dutra, acompanhou o crescimento e desenvolvimento da cidade. Observou a construção do primeiro prédio escolar do Curador, em 1937: o Grupo Escolar "Magalhães de Almeida", situado na rua de mesmo nome, no local onde hoje está a casa do Sr. Noveli Sereno.
Em 1953, possivelmente tenha vibrado quando o prefeito Gerson Sereno instalou um motor de luz e implantou cerca de 200 postes de madeira em algumas das ruas do centro. E, em 1972, quando a CEMAR(Centrais Elétricas do Maranhão), tomou o controle do setor elétrico no município, instalando dois motores mais potentes com grupos geradores capazes de levar energia também às residências e ao comércio.
Feliciana também foi testemunha da construção, em 1947, do primeiro templo evangélico de Presidente Dutra: a Igreja Cristã Evangélica, construída na rua Magalhães de Almeida, fruto do trabalho evangelístico do missionário canadense Perrin Smith, que chegara em 1930 ao Curador, anunciando as boas-novas de salvação. Ressalte-se que a primeira convertida da Vila do Curador foi a sra Gentileza, irmã mais velha de Felicinha.
Esses são apenas alguns dos inúmeros acontecimentos que os muitos anos de vida lhe oportunizaram presenciar. Basta conversar alguns minutos com ela para perceber que há mais, muito mais. Por isso esta noite é tão especial. Quem tem a oportunidade de chegar aos 100 anos de vida?! Quem tem o privilégio de atravessar tantas primaveras, resistir a tantos invernos, contemplar as folhas do outono e o sol luminoso do verão?!
Aliadas aos cabelos brancos vêm a sabedoria, as memórias, experiências incontáveis. Como está escrito em Provérbios 20.29:  "A beleza dos jovens está na sua força; a glória dos idosos, nos seus cabelos brancos". Quanta história tem esses cabelos grisalhos!
Desde que me entendo por gente Tia Felicinha é uma presença marcante em minha vida, com seu corpinho serelepe, sorriso contagiante e marra característica. Ela é do tipo que não manda recado, nem passa despercebida, faz amizades com pessoas de todas as idades e tem conselhos pra dar e vender. Sempre gostei de ouvir suas histórias, mesmo quando elas se repetiam.
Com certeza, tia Felicinha está no rol de mulheres que mais me impressionaram e inspiraram. Apesar de ter nascido em um tempo em que a mulher era desprezada, fez e faz sua voz ecoar. Diante das intempéries, guardou o que era bom. Do abandono, não herdou rancor. Em suas mãos sempre o livro preferido: a Bíblia. Entre as páginas sempre papéis com marcação. Quando lemos juntas ela sempre aplaude e diz:
- Minha filha, marque aí. Esse versículo é muito importante, quero lembrar depois.
E eu sempre objeto.
- Mas, tia, a Bíblia já tem tantos papéis que o que fica em destaque é a página em branco.
Ela ignora o que eu digo e não descansa enquanto eu não cumpro a incumbência dada.
Mesmo sem ter terminado os estudos, me admiro de sua visão de mundo e educação. Ela sempre tem papel e caneta para suas anotações e registros. Mesmo com tantos anos, a vida continua a encantá-la. Acho que esse é um de seus segredos. Ela contempla a natureza sempre maravilhada, percebe as formigas e as rosas menina. Festeja cada gesto, surpreende-se com a tecnologia:
- O ser humano é muito sabichão. Como conseguiu inventar uma coisa dessas?! E no final ela sempre glorifica ao Criador da natureza e da inteligência humana.
Por ela ser essa mulher versátil, sensível e observadora é que muitas vezes tenho a impressão de que converso com uma amiga de minha idade, tal a sintonia. Aos adolescentes, ela gosta de dizer: “não tem melhor amigos do que seus pais”. Aos jovens apaixonados: “ore para ver se é da vontade de Deus o casamento”. Aos casais: “perdoem-se e não discutam na frente dos outros, nem quando o seu cônjuge estiver irritado”.
Quando eu tinha 13 anos ela me deu uma missão: guardar a sete chaves uma boneca de porcelana, a última lembrança concreta que seu grande amor lhe deixou. Tomei aquela tarefa com seriedade, pois eu sabia tudo o que ela representava. Mantive aquele objeto envolto em muitos paninhos e papéis para que não quebrasse. Se tia Felicinha a guardou por tanto tempo, eu deveria cuidar daquela pequenina com igual zelo. Hoje a boneca tem mais de 80 anos e tenho o prazer de dizer pra senhora, amada tia, ela está aqui intacta e bem cuidada, como quero que a Sra. esteja não só hoje, mas todos os dias.
Que Deus a abençoe hoje e sempre! Que seus dias sejam para o louvor e a glória de Deus! Que sua vida continue a inspirar pessoas e a fazer diferença nesta terra! Porque não importa nossa idade, Deus nos criou para este propósito especial e louvo a Ele por ver que a Sra. ainda crê e desempenha com maestria o seu papel neste mundo.

 (*) Lara Laríssa é escritora, advogada e jornalista, e coordena o portal Palavrasprabeber.com.