segunda-feira, 13 de abril de 2015

Outras fotografias interessantes

Acervo do IBGE
         A fotografia acima foi produzida em meados dos anos cinquenta. O fotógrafo se posicionou no alto da torre da igreja matriz de São Sebastião e pegou essa bela tomada panorâmica. No canto direito baixo da foto vemos a casa do senhor Beltrão Campêlo, posteriormente demolida para construir em seu lugar a sede do Banco do Brasil, como temos hoje. Prosseguindo-se pela rua dr. Paulo Ramos, chega-se à esquina desta rua com a hoje Praça Benedito Soares, início da rua Rio Branco. A profundidade da foto também nos permite ver lá ao fundo os dois exemplares de mangueira, responsável pelo nome antigo do bairro: Bairro da Mangueira. Mostra ainda a imagem uma cidade sem calçamento e com uma rudimentar rede elétrica baseada em postes de madeira.


Acervo do IBGE

        Fotografia do prédio dos Correios e Telégrafos, situado, como ainda hoje, na praça São Sebastião. É possível observar que de praça só tínhamos o local, pois ainda não havia sido realizado nela nenhum melhoramento, a não ser o que vemos sob uma frondosa árvore, alguns banquinhos de madeira. Tenho dúvidas se a árvore que vemos na foto seria um dos pés de tamarindo que existia neste local por aquele tempo.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Naná



  
        Sentado no último degrau de madeira da pequena escadaria de acesso à pensão, observava absorto aquela mulher jovem que começava a subi-la com dificuldade crescente em razão dos enormes saltos dos sapatos escuros.
Desviei o olhar para observá-la melhor, mudando o foco do seu rosto, bonito e pintado com excessiva quantidade de Rouge, para o busto volumoso e ofegante, e fiquei petrificado: era até engraçado observar aqueles dois verdadeiros melões se equilibrando perigosamente para não saltarem fora do sutiã que teimava em segurá-los firmes como um bom goleiro faz com a bola chutada com violência pelo atacante adversário. 
        Ao passar por mim a moça parou indecisa e perguntou, após um breve instante que usou para ganhar novo fôlego:
- Gostaria de falar com a dona da pensão. Ela está?
Aquela voz rouca e macia, expressada como se estivesse sendo apenas soprada, pegou-me desprevenido e me deixou sem ação, enquanto ela me olhava pacientemente esperando a minha resposta.
Ao contrário da pergunta, a resposta saiu como um fio de voz intermitente, como se eu estivesse mastigando as sílabas. 
- Es-tá.... qu-ero di-zer... a-cho que es-tá – não consegui afastar os olhos daqueles dois faróis serenos e profundos como as águas de uma plácida lagoa de coloração cinza-escuro.
- Poderia verificar para mim? – e a voz agora menos cansada, saiu mais rouca e com um timbre suave e melódico.
Sem poder mais suportar quieto aquele canto de ninfa que me atraia para um redemoinho, puxando-me cada vez mais para as águas profundas do seu olhar lacustre, levantei de um salto e sai correndo como um menino bem mandado faz quando o patrão o despacha para dar algum recado.
Em instantes já estava na cozinha na qual entrei como um bólido, quase atropelando a mulher que saia com uma travessa de arroz fumegante nas mãos.
- Que é isso, menino? Quase me fez derrubar o arroz! – falou a mulher-quarentona-quase-atropelada-por-mim.
- Dona Neuza, tem uma moça lá fora querendo falar com a senhora – soltei com rapidez a informação sem me preocupar em pedir desculpas pela quase-trombada.
- Sabe o que ela quer? - indagou retomando a caminhada no rumo à copa.
- Não. Ela só perguntou pela senhora.
- Tá certo. Mas não custava nada perguntar o que ela queria. – Repreendeu-me sem muita dureza, talvez porque ainda não tivesse se refeito ainda do susto que eu havia lhe pregado.
Nessa época o menino contava com pouco mais de dezessete anos, mas continuava ainda um garoto inexperiente e introvertido, atrapalhado a mais não poder quando o assunto era mulher. E aquela o havia deixado mais enrolado ainda que o normal, frente ao seu corpanzil espetacular e o atrativo cheiro que emanava.
Terminado a minha tarefa de estafeta, mantive-me num ponto da sala que me permitia observar tudo sem ser notado. A conversa, pelo que pude notar, versava sobre a vinda da garota e de outra colega para a pensão. Dizia que eram estudantes e que procuravam um lugar para morar.
Não sei dizer por que, mas comecei a torcer pela pretensão dela se concretizar. E sabia também que ela tinha ótimas chances de conseguir o seu intento, uma vez que a proprietária da pensão estava precisando de dinheiro e, por conseguinte, necessitava aumentar a sua clientela.
Dito e feito. A moça ficou de voltar logo mais à tarde com todas as suas tralhas. Abri um sorriso satisfeito.
Esse foi o meu primeiro encontro com Naná.
E a Naná mudou completamente a rotina da casa, a começar pelo cheiro de perfume que ficava pelo ar quando ela passava, expulsando para-não-sei-onde o odor de fritura que vinha da cozinha e se espalhava por todos os ambientes.  Era fácil segui-la até mesmo de olhos fechados: bastava seguir o rastro deixado pelo cheiro que ela exalava pela casa.
E o som da sua voz, rouquinho e baixo? Esse inebriava o ambiente de poesia, mesmo sendo um artigo raríssimo, pois a Naná dormia até tarde e preferia fazer as suas refeições no próprio quarto.
E assim os meus dias começaram a ser dirigidos por ela. Passava as manhãs aguardando que ela levantasse e se dirigisse ao banheiro para tomar banho. Nessa ocasião, eu já estava na sala fingindo estudar, somente para vê-la passar enrolada na toalha de banho felpuda. Melhor quando voltava, cabelos escorrendo água ainda e a toalha molhada cismando em colar no seu corpo, delineando-o todo. O cheiro deixava um rastro e me atordoavam os sentidos. Valia a pena ficar a manhã inteira esperando pela passagem dela.
As tardes também obedeciam a essa mesma rotina. Quando ela não saia para fazer compras no comercio. Nessas ocasiões saia sempre em companhia da amiga que, para ser justo, não me lembro nem como era, quanto mais o seu nome. Se era gorda ou magra, baixa ou alta, morena ou clara, isso não consigo me lembrar, já que todos os meus sentidos estavam dirigidos para Ela, a espetacular criatura cujo nome era Naná, simples assim.
Rotina também era o que faziam ao anoitecer. Finalzinho da tarde, as duas saiam para a aula após um rápido jantar realizado também no quarto. Livros e cadernos abraçados junto ao peito, saia azul plissada e blusa branca com um laço azul fechando à gola, Naná subia altaneira a rua chamando a atenção de quantos com ela cruzava.
Poderia dizer que se tratava de um espetáculo deslumbrante a passagem dela descendo os degraus da escada para sair para a rua. Rivalizava com a magnifica cena da atriz Audrey Repburn descendo as escadas do Louvre, no filme Cinderela em Paris. Apenas as escadarias não poderiam se comparar. A do Louvre era de mármore, a da pensão, de madeira. Mas isso na minha humilde opinião, pois não sei de nada. Só sei de Naná.
Nesses momentos, já me encontrava à porta de saída, pronto também para ir para o colégio, mas aguardando com ansiedade a descida dela pela escadaria. 
Nessa ocasião também me sentia regiamente agraciado com um oi mortífero que me lançava quando passava por mim. E isso fazia o meu coração bater como nunca, zabumbando.
Mas a minha doce ilusão tinha hora certa para acabar. Estava escrito.
Em uma dessas tardes-noites tive a infeliz ideia de seguir as duas moças quando saíram para o colégio.
Pois logo que alcançaram a Praça Deodoro, separaram-se. E cada uma escolheu um local para esperar por algo. Mas, esperavam o quê?
Nessa altura a noite já cobria São Luís e as luzes artificiais substituíam já completamente a do dia que já se fora. Não tardou, e o primeiro veículo parou e um princípio de conversação se desenrolou entre Naná e o motorista. Daí a pouco, ele se foi. Ela ficou.
Outro carro parou. A mesma coisa aconteceu. O motorista prosseguiu viagem, ela ficou e suspendeu um pouco mais a barra da saia.
O terceiro carro levou Naná embora. Ainda vi que ela trocou beijos calientes com o condutor do veículo. A minha certeza chegou ao mesmo tempo em que o carro sumia na noite: Naná era uma garota de programa. Uma puta!
Um coração sangrou na noite são-luisense.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Grande Pescaria (Lagoa do Curador)

Foto meramente ilustrativa

(José Pedro Araújo)

A colonização do Brasil se deu do litoral para o interior, estamos cansados de saber. E mesmo quando resolveram adentrar para os sertões, os colonizadores buscaram se fixar nas margens dos grandes rios, depois nos rios menores, e finalmente onde existisse uma fonte de água suficientemente grande para abastecer a si e a seus animais.

No caso específico de Presidente Dutra, os criadores de gado estabeleceram-se às margens de uma grande fonte de água denominada lagoa do Curador, que recebera esse nome em razão de residir nas suas margens um velho curandeiro, um dos primeiro habitantes da região. A partir daí, a população foi se agrupando até chegar à condição de povoado.  O antigo povoado que foi elevado à condição de cidade em 1943, é conhecido hoje pelo nome de Presidente Dutra. E da velha lagoa do Curador, resta apenas um pequeno corpo d’água, assoreado e completamente esquecido.

Mas, iniciei com este preâmbulo, não para descrever a história da cidade, mas para firmar uma ideia da importância que a lagoa do Curador já teve para nós. Pois foi nesta lagoa que também aconteceu uma pescaria que veio mexer com quase toda a comunidade de pescadores da região, desde os profissionais, até aqueles que usam as horas vagas para subtrair das águas alguns lambaris.

Nesse período, as terras onde a dita lagoa se encontra, pertenciam ao meu tio Chico Barros, criador de gado, que não permitia que se pescasse ali, alegando que as águas estariam sempre toldadas, impróprias mesmo para o consumo do seu rebanho. Mas, certa vez, após anos de constantes assédios para que abrisse a lagoa à pesca, o cuidadoso Chico Barros acabou concordando. A lagoa estaria liberada para um dia de pescaria apenas, não mais do que isto. Foi uma festa só. A dita lagoa, todos concordavam, especialistas e curiosos, deveria ser muito piscosa, uma vez que recebia água do riacho Firmino quando este começa a encher as vazantes. Lugar protegido por uma cerrada mata ciliar era coberta também por um lençol de aguapés que evitava a rápida evaporação de suas águas, servindo de berçário para os peixes que em grande quantidade deixavam o leito do rio em busca de abrigo e comida. E quando as águas voltavam ao leito do riacho, ficavam lá os peixes aprisionados, até o outro período de chuvas quando então suas águas se avolumavam novamente. Daí o frisson que causou a notícia de que ela seria liberada para a pesca.

Corria o mês de novembro, quando suas águas estavam no ponto mais baixo, facilitando a ação dos pescadores que só não poderiam lançar mão da rede de arrasta e do anzol para capturar os peixes. O anzol para evitar acidentes, e a rede de arrasta porque pega tudo, inclusive os peixes menorzinhos, como dá para depreender pelo nome.

Deu seis da manhã, mal clareara o dia, e as margens da lagoa do Curador já estava repleta de gente de todas as partes da cidade. Gente com todo tipo de material de pesca. Desde o jiqui, o puçá, a tarrafa e o landuá, até os instrumentos de pesca mais bizarros, como, por exemplo, restos de mosquiteiros transformados em armadilhas. Qualquer coisa servia, quando não se tinha material mais eficiente.

O landuá merece aqui uma explicação, pois consiste em uma pequena rede cônica, presa a um aro de madeira, como se fosse um puçá, maior e sem cabo. Pela facilidade de construí-lo, era usado em maior quantidade. E entre os pescadores ansiosos para começar o trabalho, lá estava eu com o meu landuá velhinho, com alguns buracos e uns tantos remendos. Nada disso era obstáculo para um pescador iniciante, mas com alguma experiência na baldeação das águas das lagoas e riachos da região em busca de alguns peixes.

A estratégia estabelecida pelos líderes da pescaria era que a mesma só teria início após a limpeza da lagoa. Precisávamos arrastar todo o aguapé formando montes, para facilitar o trânsito por ela. E lá fomos nós realizar a primeira tarefa do dia.

Apesar do grande número de pescadores, que chegava próximo às duas centenas, somente lá pelas dez da manhã conseguimos amontoar os aguapés, deixando livre o restante da lagoa para a pescaria. E não foram poucas as vezes que os líderes do evento - logo aparece um líder em qualquer coisa que você faça na vida, evolvendo mais de duas pessoas – tiveram que repreender alguns apressadinhos que queriam dar início ao mister enquanto os outros ainda continuavam limpando a área.

Mas, finalmente, foi dada a ordem tão ansiada. Aí fomos todos em busca do nosso objetivo. Não demorou para os resultados aparecerem. Mandis, piaus, curimatãs, piranhas, e principalmente traíras - algumas enormes -, começaram a ser capturadas em quantidades alarmantes. A lagoa estava realmente repleta de peixes como se previra.

Projeto de pescador de final-de-semana, logo me defrontei com o meu primeiro problema: muito pequeno ainda para tentar capturar os peixes maiores nas águas mais profundas, tive que me manter nas margens. Mais um pouco, e logo me deparei com um problema maior, de ordem operacional, fruto da minha inexperiência: não havia levado um depósito para guardar o produto da minha pescaria. E a cada peixe que eu pegava, necessitava sair da água para colocá-lo em um pequeno galho, chamado enfieira, que eu mantinha amarrado em um pequeno arbusto na beira da água.

Depois, apareceu outro problema, este de maior envergadura. Quando consegui lançar meu velho landuá sobre um trairão de aproximadamente dois quilos que procurara as partes mais rasas da lagoa para fugir do assédio dos outros pescadores, a danada destruiu completamente o meu landuá e fugiu para o fundo novamente. Fiquei completamente desolado, pois se tivesse previsto tal situação, teria trazido um novelo de linhas para reparar os buracos no meu instrumento de pesca. Mas não trouxera linha para reparo.

Todavia, não me dei por vencido. Continuei a minha tarefa de pescador desastrado. E quando o dia se encaminhava para a metade, eu já havia conseguido pescar alguns peixes. De pequeno tamanho, é verdade. Mas, mesmo assim, suficientes para alimentar mais o meu ego de pescador do que uma família com mais de quatro pessoas.

Quem já lançou mão deste instrumento rudimentar de pesca, o landuá, sabe o quanto é doloso para o usuário a sua utilização. São muitas as mordidas que se leva antes de conseguir subjugar um peixe. Além das dolorosas esporadas dos mandis, as sanguinárias piranhas nos causam verdadeiros estragos. Muitas vezes, essas carnívoras saltam para nos morder no rosto quando se sentem encurraladas. Por fim, os poraquês também faziam das suas. Os famosos peixes-elétricos, que me apavoravam mais que qualquer outra coisa, soltavam suas descargas mesmo antes de tocá-los. Era um suplício.

Meio da tarde tive que abandonar meu velho companheiro de pescarias, o meu valoroso landuá. Com imensos buracos, já estava completamente destruído, não segurando nem os peixes mais dóceis, como os carás. Não me dei por vencido, contudo. Candidatei-me a auxiliar de pescador. Consegui o cargo com um adulto amigo meu, e terminei a pescaria arrastando um pesado saco cheio de peixes por todas as partes da lagoa, enquanto ele lançava a sua tarrafa eficiente. Não era o que eu queria e também não foi uma tarefa das mais fáceis de realizar. Sempre que o saco encostava-se a minhas pernas, levava uma ferroada ou mesmo uma mordida de algum peixe vingativo. Dei graças a Deus quando a pescaria foi suspensa por ordem do meu tio. Estava terminado o arrastão na lagoa do Curador.
Mas, minha frustração ainda não havia chegado ao fim, nesse dia. Meu “chefe” no restante do dia me deu uns poucos peixes como pagamento, e assim mesmo os menores que havia conseguido pegar. E de nada adiantou os meus protestos. Era aquilo ou nada, afirmou raivosamente. Fazer o quê, o cara era bem maior que eu.

Hoje, por desconhecimento da importância que a velha lagoa do Curador já teve, ou por falta de respeito para com a natureza, a “grande” aguada está quase desaparecida, e a mata ciliar foi substituída por extensos capinzais. Somado a isto, a água que ainda lhe resta, recebe o esgoto a céu aberto que os novos moradores da região lançam sobre ela. A população ainda carece de consciência voltada à defesa do meio ambiente, ou ao respeito às boas práticas.

domingo, 5 de abril de 2015

Ginásio Presidente Dutra - Turma de 1969.


          José Pedro Araújo

         A fotografia acima diz respeito à segunda turma de concludentes do curso ginasial no Colégio Presidente Dutra. A foto foi feita no dia da solenidade de formatura, no salão nobre do convento, em dezembro de 1969. Há 45 anos atrás. 
        Alguns colegas que aparecem na fotografia não estão mais entre nós, entre eles o Sebastião(Bastinho), Nonato(Curado) e o Vespúcio Vagner, falecido recentemente. A farda que se vê na foto, composta por camisa de mangas comprida branca, calça azul marinho e gravata também azul, foi adotada durante muitos anos pelo colégio. 
        Este escriba é o primeiro da direita. 
       A atitude pouco cavalheiresca de quem organizou o grupo para a foto fez com que as mulheres posassem atrás dos homens. 

        No prédio ai da foto, pertencente à União Artística e Operária de Presidente Dutra, funcionou o ginásio durante muitos anos.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A BOA VERDADE

(Lara Larissa)*

É difícil um filme me emocionar. Essa semana (confesso) que um me deixou com um nó (e tanto) na garganta: A Boa Mentira (título original:The Good Lie;  de Philippe Falardeau; EUA, 2014)
Tentei me conter pra não chorar na frente do Lívio (rsrs), mas algumas lágrimas brotaram teimosas.
Meu cunhado e meu pai me indicaram o filme. Fui com boas expectativas e, ainda assim, me surpreendi positivamente.
O enredo é inspirado na história real de crianças órfãs que, fugindo da Guerra Civil que assolou o Sudão entre 1983 e 2005, percorreram milhares de quilômetros à procura de abrigo.
Anos mais tarde, grupos humanitários americanos beneficiaram algumas dessas crianças, dando-lhes a oportunidade de morar nos Estados Unidos.
Mais do que uma narrativa bonita, há uma ênfase rara nos valores mais importantes: amor, solidariedade, altruísmo, bondade…
Mais do que me fazer chorar, me fez lembrar de outra história ainda mais tocante, sem mentiras ‘boas’ ou ruins.
Um Pastor americano contou-nos, em sua pregação, sobre o tempo que passou na mesma África.
Não me lembro o nome do país, mas lembro da situação precária em que viviam. O meio de comunicação principal ali eram homens que, montados a cavalo, seguiam pelas estradas, perguntando aos viajantes por novidades e repassando as novas que sabiam.
Em uma de suas viagens na região, esse Pastor encontrou com um desses comunicadores, que gritou de longe:
- Quais as notícias?
Ao que ele respondeu bem alto:
- Boas notícias! Jesus morreu por pecadores!
Quais as notícias? Boas notícias! Jesus morreu por pecadores.
Essa verdade maravilhosa ainda é notícia em nossos tempos, pois continua a gerar e transformar vidas, continua a fazer diferença no mundo atual e conduzir a um mundo após e além.
Jesus foi às últimas consequências para salvar pecadores imerecidos como eu e você. Aleluia!
“Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos. No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o Senhor castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos.” Isaías 53. 3-6

*Lara Larissa é romancista, contista e cronista, e formada em jornalismo e direito. É também responsável pelo site Palavrasprabeber(palavrasprabeber.com).