terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Diário de Fralda (Parte 40)




(Empolgado com o nascimento da sua primeira filhinha, papai Bruno começou uma brincadeira que logo caiu no gosto de todos: a produção de um diário que ele convencionou chamar “Diário de Fralda”. Diante disso, o blog resolveu publicar semanalmente o depoimento da Lavínia que, não por outra razão, vem a ser a netinha do coordenador do Folhas Avulsas).


SEMANA 45 e 46 – Ano Novo, Novas Aventuras!


(Bruno Giordano)


338º DIA: “Eita!, que esse servo careca é beijoqueiro! Minha genitora capturou na hora que ele veio com mais um beijinho! Ainda tenho que me acostumar com esses costumes daqui!” - Lavínia, a beijável!

339º DIA: “Adeus ano velho! Feliz ano novo! 2017 acabou, e foi fantástico! Só tenho a agradecer ao Papai do Céu por tudo de bom que me aconteceu! Minha genitora e meu servo careca parecem também bastante satisfeitos! Muita saúde e sucesso para todos!” - Lavínia, a festeira!

340º DIA: “Um novo ano no planetinha e já estamos curtindo esse feriado! Meus treinos para corrida já estão se tornando cada vez mais eficazes... Já, já, serei imbatível como o Bolt!” - Lavínia, a Bolt!

341º DIA: “Lembro-me dos meus tempos em Temicyra, treinando com as outras Amazonas! Diana conseguiu os braceletes antes de mim, mas foi só porque aproveitei para tomar um banho de mar! Deixe que ela vá para o mundo comum! Eu vou ficar na ilha do amor curtindo a paisagem!” - Lavínia, a bebê amazona!    

342º DIA: “Estou me sentindo como Darwin em sua viagem às ilhas Galápagos! Passeando pela ilha do amor tenho catalogado várias espécies novas! Já dei nome a algumas... Cachorro-preguiça, Pato-tigre e Avestruz-raptor, esta última extremamente perigosa! Contratei o servo careca como fotógrafo da expedição e minha genitora como modelo mesmo, pois é linda! Linda, linda, linda! KKK!” - Lavínia, a da teoria da nova evolução!

343º DIA: “Desculpem a sua Imperatriz por não ter dado às felicitações devidas pela passagem do ano... eu deixei a data passar, pois estava tão empolgada com a visita da tia DocCrossfiteira e do Tio Barba Ruiva! Mas o que importa é a mensagem: milhões para todos!!!” - Lavínia, a milionária!

344º DIA: “Às vezes é preciso mais uma Mulher Maravilha para resolver as 'paradas'! Chamei minha parceira contra o crime para cuidarmos de uma invasão alienígena que estava prestes a ocorrer! Por isso resolvemos pedir umas casquinhas de caranguejo para viagem! Não podemos chegar atrasadas!!” - Lavínia e Beatrice, as bebes maravilhas!

345º DIA: “Fim de semana está aí e eu querendo pegar uma praia! Mas com essa chuva está ficando difícil! Para a mesa de invenções! Objetivo: criar o botão liga/desliga da chuva!” - Lavínia, a inventora!
346º DIA: “Descobri algo fantástico chamado carboidratos! Ahhh! São fantásticos! Aparecem como macarrão, chocolates, cuscuz e outras coisinhas deliciosas que minha genitora tem trazido aqui para casa... Se bem que do chocolate só vi promessa... Quando vai ser genitora? Quando?” - Lavínia, a impaciente!
347º DIA: “Continuando meu passeio pelas delícias do paladar acabei provando algo ao mesmo tempo gelado e azedo! Que invenção particularmente engenhosa esse tal de picolé! Excelente para esse período de calor! E ainda serve pra aliviar os dentes! Hummm! limão!” - Lavínia, a gulosa!

348º DIA: “A ronda por meu castelo nunca para! Um monarca não deve apenas ficar sentado em seu trono sem saber o que acontece no resto do seu palácio e do seu reino! Ele deve escutar os anseios de seus súditos e lutar para torna suas vidas cada vez mais plenas! Se meu povo está satisfeito, eu estou satisfeita!” - Lavínia, a monarca feliz!

349º DIA: “A Mônica estava com insônia então resolvi usar as técnicas do servo careca para me induzir ao sono! Eita Mônica que dá trabalho!” - Lavínia, a carinhosa!
350º DIA: “AH! Hoje nem o servo careca conseguiu me fazer dormir! Vi que ia passar “Máquina Mortífera” na televisão depois do jornal da Globo e decidi esperar! Vou começar uma meditação que aprendi com um mestre indiano!” - Lavínia, a mestra do ioga-sono!

351º DIA: “Hoje estou me sentindo saudosa! Com meus olhos fixos no horizonte e minha mente voando por todas as aventuras que tive! É sempre bom dar uma parada para repensar nossas ações!! - Lavínia, a pensativa!


sábado, 13 de janeiro de 2018

As Minhas Copas do Mundo de Futebol(1)




José Pedro Araújo

Já que este ano teremos Copa do Mundo de Futebol na Rússia, ocorreu-me de publicar uma série de textos falando dos mundiais que eu assisti ou ouvi. Os primeiros mundiais, ouvi pelo rádio, e depois pela TV, sempre acompanhando as mudanças ocorridas nesse tipo de transmissão. E começo com uma constatação: a cada nova copa do mundo, uma tevê com mais recursos e melhor imagem é adquirida pela maioria dos brasileiros. Esse fenômeno deve ser mundial. Virou mania, assim como os games. Precisamos, é claro, acompanhar as novas mudanças tecnológicas, e desfrutar de toda a qualidade que os anunciantes dizem que elas trazem. Neste 2018, ano de copa do mundo outra vez, não vai ser diferente. Já me antecipei e adquiri a minha 4K com promessas que vão muito além da minha percepção. Achei que agindo assim, escaparia dos reajustes de preço que virão pela frente. Mas, deixa-me fazer um retrocesso para falar deste assunto.
A primeira copa do Mundo que realmente me traz alguma lembrança foi a de 1966. Da de 1962, quando o Brasil foi bicampeão do mundo, só me recordo de que a fábrica de bicicletas Monark lançou um modelo pós-copa que veio com os resultados dos jogos do Brasil fixados no varão das magrelas. Meu pai acabara de adquirir o tal veículo de duas rodas, novinha, e nesse dia lembrado ela estava exposta na sala de visita da sua sogra, d. Zezé, a minha avó materna. É somente do que me lembro mais intensamente aquele mundial. E olha que eu já tinha quase oito anos na ocasião. Como desculpa, devo acrescentar que as transmissões eram feitas pelo rádio, ele veiculava todas as notícias que aconteciam fora das fronteiras do velho Curador.  Eu não ouvia rádio, estava mais preocupado com outras coisas, como jogar pião, empinar papagaio ou mesmo... jogar futebol.
A de 1966 disputada na Inglaterra não, dessa ouvi muitas discussões sobre o potencial da nossa seleção de futebol. Não que já tivéssemos acesso à TV. Ainda ouvíamos as transmissões via rádio. Por esse tempo, vizinho ao comércio do meu pai, na Magalhães de Almeida, existia a farmácia do Sr. Zequinha Enfermeiro que, assim como seus dois filhos, João e Francisco, apreciava falar de futebol com o meu pai. E nesse período da copa já citada, eles estavam eufóricos, pois a seleção verde-amarela defendia o seu bicampeonato conquistado na Suécia e no Chile. Mas, logo na primeira apresentação do canarinho, deu para eles verificarem que o time havia envelhecido e perdido a sua condição de favorito. Ganhamos da Bulgária por 2 a 0 sem convencer. Perdemos as duas partidas subsequentes: Hungria por 3x1, e Portugal também pelo mesmo placar. Estávamos eliminados ainda na primeira fase de grupos, melancolicamente. Rádio desligado, as conversas se davam na calçada dos dois comércios, e eu, sem entender muito do que se passava, vi a tristeza se abater sobre aqueles torcedores sertanejos que se comportavam como se houvessem perdido um ente querido.
Nos dias seguintes, a tristeza deu lugar à revolta e as reclamações sobre o desempenho desse ou daquele jogador tomava conta das avaliações. Eu só ouvia tudo, sem emitir uma palavra. Não me considerava ainda um dos 85 milhões de técnicos de futebol da época, apesar de já está em processo de formação bem adiantada. Foi a Inglaterra, jogando em casa, quem ganhou a sua única copa do mundo, como todos sabem.
A copa de 1970 foi diferente. Já me achava com a formação de técnico de futebol concluída e, portanto, apto a participar das discussões sobre o tema. Havia me transferido para Teresina e aqui a televisão transmitiu tudo ao vivo. Só que na casa que eu morava não tinha TV, um artigo considerado de luxo, e ao alcance de poucas famílias ainda. Mas, mesmo assim, sempre encontrávamos receptividade na casa de algum conhecido e lá nos encantávamos com as atuações da Seleção de Ouro de Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino e Companhia. O título não veio fácil, pegamos adversários difíceis. O primeiro jogo foi o mais tranquilo: sapecamos 4x1 nos nossos adversários, a Checoslováquia. Depois a caminhada foi ficando difícil. 1x0 na Inglaterra, em jogo duríssimo, e 3x2 na Romênia, em jogo que começou fácil e depois complicou.  Estávamos classificados, com louvor. Nas quartas-de-final(não existia oitavas-de-final ainda) nos defrontamos com a seleção peruana, treinada pelo brasileiro Didi, e tacamos 4x2 neles. Foi um belo jogo entre vizinhos sul-americanos.
Na semifinal, outro sul-americano: o Uruguai. 3x1 em jogo em que perdíamos até o finalzinho do primeiro tempo, com a borduna dos nossos adversários comendo solta no gramado. Mas, finalmente conseguimos empatar antes do intervalo, e no segundo tempo a seleção fez valer a sua superioridade técnica. Passávamos de fase. Nesse jogo aconteceu um fato que quase me fez perder a transmissão do jogo. Não sei por que cargas d’água, somente saímos em busca de uma casa com TV já próximo à hora do jogo. Não dava mais tempo para chegarmos até ao local em que assistimos às partidas anteriores. Subimos a Rua Jônatas Batista no sentido do Lindolfo Monteiro e encontramos uma casa em que um grupo de pessoas assistia ao jogo. Encostamo-nos à janela, eu e um amigo que me acompanhava, e ficamos vendo o espetáculo dali. O Jogo estava começando naquele instante. Um dos torcedores que ali estava ao se virar e nos ver ali postados levantou-se, veio até próximo à gente, e fechou as duas folhas da janela na nossa cara. Ficamos atônitos com a aquele gesto de nenhuma solidariedade com os sem-tevê e, cabisbaixos, subimos a rua desnorteados.
Ao chegarmos à esquina da Rua Rui Barbosa, guiados pelos gritos de revolta de uma inflamada torcida, chegamos ao janelão de outra casa em que um grupo de aproximadamente cinco pessoas assistia ao jogo. Encostamos discretamente e vimos que o Brasil já perdia por 1x0. Apesar de os torcedores estarem tocados por umas geladas, o clima estava meio em suspense, diante do jogo pegado e do placar adverso. Daí a pouco tempo um cidadão, ainda jovem, olhou para trás e nos viu ali pegando uma carona na sua TV. Incontinente, levantou-se e veio até nós. Como gato escaldado tem medo de água quente, cuidamos logo de bater em retirada antes que outra janela fosse fechada na nossa cara. Mas o homem nos chamou e nos fez entrar na casa alegremente. Passamos a integrar a pequena torcida. É claro que ainda um pouco sem jeito, pulga atrás da orelha. Mas ai veio o gol do Brasil e, muitos abraços depois, estávamos totalmente integrados ao grupo.
O resultado final dessa copa todos sabem. Passamos pelo Uruguai por 3x1. E fomos à final contra a Itália. Deu Brasil na cabeça, com um relaxante 4x1 sobre a também bicampeã do mundo. Ao final dos jogos os teresinenses saiam às ruas e se esbaldavam em festa até altas horas. A Praça Pedro II passou a ser o ponto central das comemorações do carnaval antecipado. E eu participei daquela festa enlouquecedora pela primeira vez na vida.
Ai veio a Copa de 1974. Naquele ano eu já estava residindo em Recife e cursava Engenharia Agronômica de UFRPE. Copa melancólica para uma seleção que defendia o título mundial. Todos esperavam muito do time que encantou o mundo na copa anterior. Mas estávamos  sem Pelé, Tostão, Gerson e Carlos Alberto. Depois de dois empates sem gols nas duas primeiras partidas, conseguimos vencer o Zaire, país sem nenhuma tradição em copas do mundo, e nos classificamos para a outra fase pelo saldo de gols. De bom mesmo apenas o aspecto de já assistir tudo em imagem colorida pela TV do nosso alojamento na UFPE.
Na segunda fase ganhamos da Alemanha Oriental e da Argentina, e perdemos para o Carrossel holandês. Fomos disputar o terceiro lugar, mas a Polônia nos mandou de volta para casa com um melancólico quarto lugar. Foi uma copa sem brilho e que iniciava um período longo sem título. O título, aliás, ficou com a Alemanha, para desgosto do mundo inteiro que torcia pelo exuberante futebol da Holanda de Cruyff.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O Goleiro e o Gato

Autor: Amaral. Acervo de Cinéas Santos


Goleiro Elmar Carvalho. Autora: Elmara Cristina



Elmar Carvalho*

Joguei futebol até os dezoito anos de idade, sobretudo na posição de goleiro, mas também atuando, algumas vezes, na lateral e na ponta direita. O trabalho e meus estudos me impediram de continuar praticando o esporte bretão. Depois, só muito esporadicamente voltei a jogar, mormente após ingressar na magistratura, no time de nossa associação – AMAPI, por um curto período.


Praticamente havia esquecido essa minha faceta esportiva, quando, muitos anos depois, o professor Zé Francisco Marques me disse que eu havia sido um bom goleiro. Como eu lhe tenha dito que já pouco me lembrava de minhas atuações goleirísticas, o Zé Francisco escreveu a crônica “Quem te ensinou a voar?”, que muito me comoveu, na qual descreveu as minhas principais características e uma de minhas defesas. Foi um ato de generosidade, mas o fato é que esse texto se encontra publicado em meu livro “O Pé e a Bola”, assim como na internet.


Portanto, foi motivo de agradável surpresa e regozijo, o Gato, famoso e respeitado árbitro do futebol teresinense, na última comemoração natalina da AMAPI, me haver dito que eu fora um bom goleiro. Ele me viu jogando em algumas disputas do time amapiano. Como eu lhe tenha indagado se falava com sinceridade, ele não só confirmou o que dissera, como ainda descreveu uma “ponte” que fiz para defender um chute do adversário.


Olhou para o campo de futebol, que fica perto de nosso clube social, e apontou para a trave em que eu praticara a defesa. Confesso que fiquei extasiado, no momento em que ele acrescentou que até perguntou se eu havia sido goleiro profissional. Alguns colegas magistrados presenciaram essa conversa, embora possam não ter ouvido o seu conteúdo, em virtude do som musical muito alto.


Eu tinha em torno de cinquenta anos, e foi nessa época que deixei de jogar para sempre, com exceção de uma última partida, que fiz em Regeneração, em que, segundo os presentes, atuei muito bem. Nessa derradeira partida, modéstia às favas, fiz algumas ótimas defesas. Essa minha última atuação como golquíper foi relatada na crônica “Despedida de goleiro”, que também se encontra postada na internet.  


Pelo que o amigo e grande árbitro Gato me relatou, a minha defesa pode ser considerada, sem nenhuma falta de modéstia, como uma bela “ponte”, mas não uma ponte qualquer, porém uma legítima e deslumbrante ponte estaiada. Valeu, grande Gato! Muito obrigado. 

Elmar Carvalho é Membro da APL, poeta, contista, historiador e romancista, além de juiz e goleiro aposentado.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Diário de Fraldas (Parte 39)



(Empolgado com o nascimento da sua primeira filhinha, papai Bruno começou uma brincadeira que logo caiu no gosto de todos: a produção de um diário que ele convencionou chamar de “Diário de Fralda”. Diante disso, o blog resolveu publicar semanalmente o depoimento da Lavínia que, em último caso, vem a ser a netinha do coordenador do Folhas Avulsas).


SEMANA 43 e 44 – O reino explode em festas!


(Bruno Giordano)


324º DIA: “Após a libertação do papai Noel, acreditamos que a volta para casa seria tranquila! Não contávamos que cairíamos em uma armadilha! Agora eu e minha loba gigante estamos aprisionadas e ainda não sabemos por quem! Ainda!” - Lavínia, a prisioneira!

325º DIA: “Quando achávamos que o natal estava perdido, que todas as esperanças tinham acabado, aparece o servo careca perguntando se eu queria uma mamadeira!!! Bem na hora!!! Ops! Estávamos comemorando meus 11 meses no mundo exterior! O servo careca está relaxado que não comprou um bolinho!! Espero, só espero que ele esteja programando uma surpresa...” - Lavínia, a com-a-pulga-atrás-da-orelha!

326º DIA: “Depois do estresse que foi salvar o papai Noel do cativeiro, nada melhor que um passeio no shopping para arejar as ideias... O servo careca deu bobeira e eu corri aqui com minha genitora para comprar umas coisinhas! Ninguém é de ferro e cartão é de plástico, mas não faz feio! Faz genitora?” - Lavínia, a peruinha!

327º DIA: “Agora entendo o porquê do servo careca passar tanto tempo com este objeto nas mãos! Ele controla a...  a vida dentro da tevê! Que engenhoso! Já controlei um guardião espacial, um guerreiro na terra média, e agora um lutador egípcio! Interessantíssimo! Com esse dispositivo posso salvar várias vidas em várias situações do conforto do sofá! Adorei! Agora é meu servo careca!” - Lavínia, a player 1!

328º DIA: “Começam as festividades! A libertação do papai Noel foi extremamente proveitosa! Ganhei uma rena e tudo o mais! Agora é só curtir a magia do Natal! Aaaahhh! sim! Festinha surpresa que minha genitora preparou para meus 11 meses por aqui! Só sucesso!” - Lavínia, a comemorativa!

329º  DIA: “Ouvi falar que está rolando uma investigação sobre uma varinha de fadas que veio parar por aqui! Isso vai gerar uma grande confusão então deixa eu me preparar para correr atrás e não deixar que ela caia em mãos erradas!” - Lavínia, a investigadora!

330º DIA: “O servo careca deve estar treinando um idioma novo! Não entendo o que ele está falando, mas é Atchim! pra todo lado! Minha genitora parece não ter gostado, tanto que fica me levando pra direção oposta dele! Hummm! Mas tudo bem! Estou conseguindo evoluir para minha versão "em pé" e conseguirei correr ao encontro do meu servo careca!” - Lavínia, a insistente!  

331º DIA: “Então é natal! A festa cristã! Estava passeando pelo centro histórico de São Luís para curtir as luzes de natal e escutei essa música pela primeira vez! Será que vai virar hit?” - Lavínia, a crítica musical!

332º DIA: “Estava muito ansiosa por esse dia! Muita paz e saúde para todos! Feliz natal pessoal!” - Lavínia, a natalina!

333º DIA: “Adorei o natal! Minha genitora chegou hoje de manhã e aproveitei pra grudar nela! Agora é a contagem regressiva para o fim do ano e o dia 17 de janeiro, quando eu completo um ano de missão! Passou bem depressa!” - Lavínia, a pequena ajudante do papai Noel!

334º DIA: “Agora que eu estava acostumada com a granGenitora ela inventa de se mandar para a terra do sol! O jeito é voltar para o assessoramento de meu fiel servo careca! Mas antes, um banho no mar para renovar o astral!” - Lavínia, a saudosa!

335º DIA: “Sim... Eu sei o que está pensando... Sim... isso em minha boca é pão... E sim... Aproveitei as festas para enfiar o pé na jaca! Mas aproveitei pra enfiar foi logo os dois pés até às canelas!!!! Como pão é bom!!! Hummmmm!” - Lavínia, a carbUp!

336º DIA: “Aproveitando para curtir o final do ano com os tios lá da terra do sol! O velocista Barba-Ruiva e a Tia Doc trouxeram a minha amiga astronauta Titice para trocarmos informações sobre combustível de foguete! É! Alcântara está muito perto! Hora de fazer uma visita!” - Lavínia, a astronauta!

337º DIA: “Menos de trinta dias e contando! Mas esse novo mundo não para de surpreender com sua fauna diversificada! Quando achávamos que já tinha conhecido todas as raças de caninos me aparecem com esse azul de montaria! Muito bacana.., só não entendi porque ele ficava correndo no mesmo lugar... Parecia um hamster!” - Lavínia, a bióloga!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

FOTOGRAFIAS ANTIGAS E IMPORTANTES

Acervo da família Oliveira Torres
           José Pedro Araújo

        Duas fotografias muito interessantes a mim enviadas pelo meu amigo Guia, pertencentes ao acervo da família Oliveira Torres: a primeira é do tempo em que as propostas de diversão no velho Curador era muito pequena e levava a população a inventar as suas próprias brincadeiras. Um desses exemplos aconteceu quando um grupo de amigos decidiu formar dois times para disputar uma partidas de futebol: o Time dos casados x Time dos Solteiros. Infelizmente só chegou às minhas mãos o instantâneo da equipe dos casados, mas ainda tenho esperança de que algum amigo leitor desse blog tenha alguma coisa e me envie para que possamos nos deliciar com esses fatos tão interessantes que nos levam a rever figuras queridas da terrinha que há muito nos deixaram.
        Acredito que a foto acima seja de antes de 1964, pois nela aparece um jovem muito querido da nossa população e que faleceu ainda em tenra idade, por volta daquele ano: Getúlio Gomes, filho do prefeito da época, Honorato Gomes, e esposo da nossa querida Vanda Gomes, falecida a poucos dias em São Luís. Getúlio era meu vizinho na Magalhães de Almeida, e a sua morte causou imensa dor à coletividade, não somente por se tratar de um jovem com futuro promissor na política, como por se ser ele uma figura muita alegre e querida por todos. Os demais, que envergavam o uniforme tricolor, também eram pessoas de destaque na sociedade local, muito conhecidos por isso mesmo, como é o caso do pai do nosso amigo Manoel da Guia, José da Cruz Oliveira Torres, zagueirão que ostentava uma barriguinha própria daqueles que o conforto adquirido através do trabalho levava também à obtenção de alguns quilos a mais.
        O Time acima tinha a seguinte formação, começando a partir da esquerda para a direita: Paulo Alagoano, Luiz Gonzaga, Zé da Cruz, Hermes Santana, Edgar Fialho, em pé. Ajoelhados: Clidenor Sereno, Wilson Sereno, Batista Pezão, Murilo Falcão e Ribamar Menezes. Gostaria muito de saber qual foi o placar desse jogo!

Acervo da família Oliveira Torres
         

        A segunda fotografia era de um encontro político importante, tal era a vestimenta dos nossos conterrâneos. Temos também muitas figuras destacadas da comunidade, alguns que já nos deixaram também. Deixo aos amigos a tarefa de identificá-las.